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Agronegócio

Juros entre 0,96% e 1,91% exigem cautela na contratação de crédito rural, alerta especialista

Aumento das taxas de juros entre 0,96% e 1,91% requer gestão rigorosa do fluxo de caixa e planejamento dos produtores.

Por Redação Diário Local

O aumento das taxas de juros para o crédito rural, que variam entre 0,96% e 1,91%, exige maior rigor no planejamento financeiro dos produtores para evitar riscos de inadimplência. Especialistas recomendam atenção redobrada à gestão do fluxo de caixa diante do cenário atual.

O cenário de juros elevados demanda uma estratégia de contratação baseada em dados e na priorização de recursos. Segundo o especialista em crédito rural Ademiro Vian, é fundamental realizar um diagnóstico detalhado das movimentações financeiras antes de assumir novos compromissos.

Uma das principais orientações para o setor é buscar as linhas de crédito subvencionadas do Plano Safra. Entre as opções mais vantajosas para o produtor estão o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp).

A diversificação das fontes de financiamento também é apontada como medida de segurança. O uso de instrumentos como a Cédula de Produto Rural (CPR), além do crédito rural tradicional, pode ajudar a equilibrar as opções de captação de recursos.

Além das fontes, a manutenção de um cadastro bancário atualizado e o fortalecimento das garantias oferecidas são passos essenciais para garantir a viabilidade das operações financeiras no campo.

Quais são os erros comuns na contratação?

Um dos problemas mais frequentes é o descasamento entre o cronograma de pagamentos e o fluxo de caixa real da propriedade. Quando as obrigações financeiras não coincidem com o período de entrada de receita, o risco de inadimplência aumenta significativamente.

Outra falha comum é a análise incompleta do custo do crédito. Muitos produtores focam apenas na taxa de juros nominal, deixando de considerar o Custo Efetivo Total (CET), que representa o valor real a ser pago ao final da operação.

Como investir com juros elevados?

Para investimentos em períodos de taxas altas, a recomendação é priorizar a eficiência operacional. Em vez de financiar a expansão de áreas ou aquisição de maquinário, o foco deve ser em tecnologias que reduzam custos a longo prazo.

A implementação de energia solar e o uso de tecnologias de precisão são exemplos de aportes indicados para aumentar a produtividade com menor impacto financeiro imediato. A cautela deve ser a regra para qualquer nova dívida de investimento neste cenário.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.