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Agronegócio

Produção de macadâmia em São Mateus ganha tecnologia e chega ao mercado internacional

Cultivo no Norte do Espírito Santo movimenta cooperativa que recebe 1.600 toneladas por ano e produz doces e gelatos

Por Redação Diário Local

A produção de macadâmia em São Mateus, no Norte do Espírito Santo, tem ganhado escala com o uso de tecnologia e a criação de produtos que vão desde a noz torrada até doces e gelatos. O município concentra a maior parte da produção capixaba e movimenta uma cadeia que abastece o mercado brasileiro e o exterior.

O cultivo na região ganhou força na década de 1980, em um período de diversificação agrícola no Norte do estado. De acordo com o produtor Eliseu Bonomo, o governo estadual apoiou o processo na época por meio de subsídios e distribuição de mudas.

A atividade tem sido mantida por famílias ao longo das gerações. Na propriedade da família Bonomo, que possui aproximadamente 100 hectares destinados à cultura, a introdução de máquinas para a colheita transformou o manejo. O equipamento recolhe as amêndoas que caem das árvores, o que reduziu custos e a dependência de mão de obra manual.

Como funciona a mão de obra e o uso de máquinas

Apesar do investimento em mecanização, o trabalho manual ainda é essencial, especialmente no pico da colheita. Na propriedade mencionada, o quadro de funcionários fixos é de 15 pessoas durante o ano, mas o número dobra para cerca de 30 colaboradores no período de colheita.

A tecnologia aplicada na coleta das nozes permitiu um ganho de qualidade no serviço e maior eficiência operacional. O processo de beneficiamento é central para que o produto possa ser comercializado tanto na forma in natura quanto torrada.

Transformação em produtos de valor agregado

Além da venda da noz tradicional, produtores da região passaram a investir no processamento da amêndoa para criar alimentos com maior valor agregado. Em fazendas locais, a macadâmia é utilizada na fabricação de biscoitos, doces e gelatos.

Essa diversificação permite que a produção chegue a diferentes nichos de consumo. O desenvolvimento desses produtos derivados busca ampliar as oportunidades de comercialização para além do mercado de commodities agrícolas.

O papel da cooperativa e a posição do estado

O Espírito Santo é o segundo maior produtor de macadâmia do Brasil, ficando atrás apenas de São Paulo. Em São Mateus, a organização dos agricultores ocorre por meio de uma cooperativa criada em 1999.

A cooperativa recebe, anualmente, cerca de 1.600 toneladas de macadâmia para beneficiamento. Após o processamento, parte do volume é enviada para os Estados Unidos, países da Europa e da América do Sul, enquanto o restante atende ao mercado interno brasileiro.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.