Mulher é vítima de golpe de cirurgia falsa e perde R$ 5,5 mil no Distrito Federal
Vítima relata que suspeita prometeu procedimento de retirada de útero em hospital particular, mas não realizou a operação.
Por Redação Diário Local
Uma mulher registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) contra Tayna Regina Oliveira Castro, acusada de aplicar um golpe envolvendo a promessa de uma cirurgia de retirada de útero.
A vítima relatou que pagou R$ 5,5 mil à suspeita para realizar o procedimento em um hospital particular, aproveitando uma oferta de valor abaixo do praticado normalmente. A necessidade da cirurgia surgiu em julho deste ano, após a paciente apresentar sangramentos causados por um mioma uterino.
De acordo com o relato da mulher, a suspeita realizou sucessivos adiamentos e mudou o local indicado para a operação quatro vezes. Em um dos episódios, a paciente afirmou que foi levada ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT), mas no local descobriu que não havia nenhum procedimento agendado, conseguindo apenas atendimento na emergência.
Acusações de falso mutirão de cirurgias
A suspeita também é alvo de acusações de dezenas de mulheres relacionadas a um suposto mutirão de cirurgias plásticas. O projeto prometia procedimentos de redução de mama e colocação de próteses, sendo anunciado como se fosse realizado no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN).
Nesse caso, as pacientes teriam sido orientadas a pagar valores entre R$ 1 mil e R$ 3 mil sob a justificativa de custear insumos para as operações. No entanto, os procedimentos nunca foram realizados.
A mulher que buscou a retirada do útero também relatou uma nova tentativa de fraude, na qual a suspeita ofereceu uma vaga em um quinto hospital particular. O pagamento de R$ 5,5 mil foi feito via Pix para uma empresa de anestesia, que posteriormente informou à paciente que não conhecia a suspeita e nunca havia recebido o valor.
Impasses na devolução do dinheiro
A paciente conseguiu realizar a cirurgia por meio da rede pública de saúde. Ao cobrar a devolução do valor pago à suspeita, a mulher afirmou que os pagamentos foram adiados diversas vezes até que a acusada admitiu ter gasto o dinheiro.
O caso foi levado à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) sob a acusação de apropriação indébita. Questionada sobre o caso, a suspeita manifestou interesse em se posicionar, mas não emitiu parecer até o fechamento desta matéria.
