Polícia Federal encontra sala secreta com máquina de contar dinheiro em hangar de Willer Tomaz
A Polícia Federal localizou um compartimento oculto com equipamentos em um hangar de Brasília usado por empresas de Willer Tomaz.
Por Redação Diário Local
A Polícia Federal (PF) localizou uma sala secreta em um hangar no Aeroporto de Brasília utilizado por empresas de transporte aéreo do advogado Willer Tomaz. O compartimento estava oculto atrás de um painel de madeira e continha equipamentos como prateleiras, malas e uma máquina de contar dinheiro.
A descoberta ocorreu após uma denúncia anônima sobre a existência de um espaço escondido no hangar, que havia sido alvo de mandado de busca e apreensão pela PF. De acordo com as investigações, a porta da sala, que aparenta ser blindada, ficava camuflada por uma estrutura de madeira. Apesar dos equipamentos encontrados, os agentes informaram que não havia dinheiro vivo no local.
A diligência integra a operação Sem Desconto, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria beneficiado o senador Weverton Rocha (PDT). A suspeita da investigação é de que os recursos tenham origem em fraudes contra aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Willer Tomaz foi um dos alvos desta operação. Durante as buscas em sua residência, os policiais apreenderam uma máquina de contar dinheiro e quatro aviões pertencentes às empresas do advogado. Na ocasião, Tomaz declarou que não possui envolvimento com os fatos apurados.
A defesa de Willer Tomaz
Em nota, os advogados de Willer Tomaz confirmaram a existência da "sala-cofre" no hangar, mas classificaram a estrutura como operacional. Segundo a defesa, o espaço é destinado ao atendimento de empresas de transporte de valores que são clientes da aviação do advogado.
A defesa afirmou que a insinuação de que o local seria usado para armazenar dinheiro ilícito é "fantasiosa e beira o ridículo". O texto enviado à imprensa sustenta que a presença de malotes e máquinas contadoras é compatível com protocolos de segurança do setor e que não foram encontradas irregularidades.
Inquérito no Supremo Tribunal Federal
Além da operação Sem Desconto, o advogado e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) são investigados em outro inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de lavagem de dinheiro. O caso, relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, começou na Justiça Federal do Rio Grande do Sul e apura crimes como evasão de divisas e uso de casas de apostas.
A investigação subiu para o STF em 8 de outubro, devido ao foro especial do senador. Durante a quebra de sigilo telemático de Tomaz, a PF encontrou e-mails que apontavam que Flávio Bolsonaro teria sido cadastrado como "usuário master" de uma conta bancária da empresa Alcazar Holdings, de propriedade do advogado. Ambos afirmam que não possuem negócios em conjunto.
