Flávio Bolsonaro afirma que Lulinha enriqueceu com contratos públicos federais
Candidato à Presidência realizou o discurso em Guarulhos (SP) e comparou sua trajetória profissional com a de Fábio Luís Lula da Silva
Por Redação Diário Local
O candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou, nesta quarta-feira (21), que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enriqueceu por meio de contratos firmados com o governo federal. A declaração ocorreu durante discurso em Guarulhos (SP), a quatro dias do segundo turno da eleição presidencial.
Durante o pronunciamento, o senador alegou que Lulinha exercia a função de vigia de um zoológico em 2002. Segundo Flávio Bolsonaro, com o início dos mandatos do presidente Lula, o filho teria passado a integrar, como sócio, uma empresa que possui contratos de R$ 132 milhões firmados junto ao governo federal.
O senador não indicou a fonte das informações nem o período específico ao qual os dados mencionados se referem. No discurso, ele comparou sua trajetória profissional com a de Fábio Luís. "Lula, não me confunda com o seu filho, eu sou filho do Bolsonaro. Não sou um ladrão igual ao seu filho", disse o parlamentar.
Flávio Bolsonaro também respondeu ao desafio lançado pelo presidente Lula para que o candidato abrisse seu sigilo telefônico e financeiro. O senador declarou que aceita a proposta, mas condicionou o cumprimento da medida ao atendimento de uma série de exigências enviadas ao presidente.
Questionada sobre as declarações de Flávio Bolsonaro, a equipe do presidente Lula e o advogado de Fábio Luís Lula da Silva não enviaram manifestação até o fechamento desta reportagem.
A fala do senador acontece em meio ao período decisivo da campanha, restando quatro dias para o pleito que definirá o próximo ocupante do Palácio do Planalto.
O debate sobre a transparência de sigilos e a origem de patrimônios de familiares de figuras políticas tem sido recorrente no cenário eleitoral de 2026.
As declarações de Flávio Bolsonaro em Guarulhos (SP) reforçam o tom de confronto entre os grupos políticos que disputam o segundo turno das eleições.
