MPT dá 24h para Prefeitura de São Paulo explicar denúncia de assédio eleitoral
Ministério Público do Trabalho exige esclarecimentos sobre convocação de servidores para reunião política antes de ato de campanha.
Por Redação Diário Local
O Ministério Público do Trabalho (MPT) estabeleceu um prazo de 24 horas para que a Prefeitura de São Paulo preste esclarecimentos sobre denúncias de assédio eleitoral. A investigação apura se servidores comissionados da gestão de Ricardo Nunes (MDB) foram obrigados a participar de reuniões políticas e atividades de campanha.
Segundo a denúncia, funcionários das secretarias da Educação, Saúde e Habitação teriam sido convocados para um encontro político realizado um dia antes da manifestação de campanha de Flávio Bolsonaro (PL). O ato de campanha ocorreu na Avenida Paulista no último domingo (18).
A reunião mencionada no processo teria acontecido no comitê político utilizado pela campanha de reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Estima-se que cerca de 300 pessoas participaram do encontro, incluindo dirigentes de autarquias e responsáveis por áreas das secretarias municipais.
Além da presença física no evento, a denúncia aponta que teria ocorrido uma orientação para que os servidores realizassem postagens em redes sociais. O objetivo seria convidar o público para o ato e pedir votos para o candidato do PL.
De acordo com as informações apuradas, o primeiro escalão da administração municipal teria sido mobilizado para atuar na organização da manifestação. Secretários estariam responsáveis por setores de trios elétricos, enquanto subprefeitos teriam sido escalados para a organização dos quarteirões.
O que o MPT exige da Prefeitura?
O Ministério Público do Trabalho solicitou documentos e informações que permitam esclarecer a conduta da gestão municipal. Entre os pedidos estão a apresentação da defesa da Prefeitura e o envio da agenda do prefeito relativa ao dia da reunião política.
O órgão também exige a relação completa de todos os servidores comissionados que atuam nas pastas da Educação, Saúde e Habitação que foram citadas na denúncia. O objetivo é identificar os agentes envolvidos na mobilização descrita no relato.
A denúncia indica que alguns agentes públicos passaram a realizar pedidos de voto nas redes sociais apenas após a reunião realizada com a prefeitura. Até o momento, a Prefeitura de São Paulo não se manifestou sobre o caso.
