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Segurança

Polícia Civil prende mulher suspeita de lavar dinheiro de facção no Distrito Federal

Investigada é apontada pela Polícia Civil como operadora financeira da facção Comboio do Cão no Distrito Federal.

Por Redação Diário Local

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu, nesta quinta-feira (29), Krislaine Albuquerque Miranda, apontada como uma das operadoras financeiras de um esquema de lavagem de dinheiro da facção Comboio do Cão (CDC). A prisão faz parte da segunda fase da Operação Fittizia, executada pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco/Decor).

A ação contou com um efetivo de 40 policiais e cumpriu cinco mandados de prisão preventiva em regiões como Ceilândia, Taguatinga, Vicente Pires e Planaltina, no Distrito Federal, além de ordens de busca no estado da Paraíba. A Justiça também determinou medidas de asfixia patrimonial contra o grupo criminoso.

Como funcionava o esquema de lavagem de dinheiro

Segundo as investigações da Draco, Krislaine utilizava suas próprias contas bancárias para realizar movimentações que serviam de "passagem" para o dinheiro ilícito. Grandes quantias obtidas por meio de extorsões, tráfico de drogas e homicídios eram depositadas e rapidamente repassadas para dificultar o rastreamento da origem dos recursos.

A engenharia financeira da organização incluía a abertura de empresas de fachada utilizando identidades falsas para simular atividades econômicas legítimas. Além disso, o grupo utilizava uma rede de laranjas e o compartilhamento de cartões de crédito e débito para fracionar os repasses bancários e diluir os valores.

Outra estratégia identificada foi o uso sistemático de maquininhas de cartão para registrar vendas fictícias, injetando o dinheiro do crime no sistema financeiro oficial. Os investigadores apontaram que as movimentações milionares dos envolvidos eram totalmente incompatíveis com a renda declarada.

Prisões e bloqueio de bens

A investigação ganhou força após a análise de documentos falsos encontrados com Bruno da Silva Santarém Ataídes, conhecido como “Xita”, companheiro de Krislaine. A partir dos dados da documentação fraudulenta, a polícia localizou empresas abertas em nome de terceiros e a estrutura bancária paralela.

A 10ª Promotoria de Justiça Criminal de Taguatinga ofereceu denúncia formal contra o grupo, que será processado por organização criminosa e lavagem de dinheiro. A Justiça acatou os pedidos e determinou o sequestro de dois novos imóveis no Distrito Federal e em Goiás, além de manter o congelamento de outros três imóveis, veículos de luxo e contas bancárias já bloqueados anteriormente.

Caso sejam condenados, os investigados podem enfrentar penas que variam de 6 a 18 anos de reclusão, além de multa.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.