Diário Local
São Paulo

Servidora será afastada após atestar demolição de terreno onde prédio desabou em SP

Prefeitura de São Paulo vai investigar documento que declarou demolição de construção em local onde prédio desabou na Penha.

Por Redação Diário Local

Uma servidora da Prefeitura de São Paulo será afastada do cargo por pelo menos 30 dias após atestar que uma construção no terreno onde um prédio desabou na zona leste da capital havia sido demolida. O desabamento ocorreu na madrugada deste sábado (12), na Rua Tequici, na Penha.

O procurador-geral do município, Daniel Falcão, informou que a medida é necessária para que a Controladoria-Geral do Município investigue como o documento de demolição foi emitido. Segundo o procurador, a demolição não foi executada, o que motivou o afastamento para não comprometer a investigação interna.

O desmoronamento aconteceu por volta das 2h deste sábado (12) e atingiu uma residência. O acidente causou a morte de duas mulheres, sendo uma delas grávida. Outras duas pessoas — um homem de cerca de 30 anos e uma criança de 7 anos — foram resgatadas com vida e encaminhadas para atendimento médico.

Investigação sobre documentação

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, relatou que o caso está ligado a um documento assinado em fevereiro de 2024 por uma funcionária da Subprefeitura da Penha. No registro oficial, a servidora afirmou que a demolição da estrutura anterior havia sido integralmente efetuada.

Entretanto, o procurador-geral afirmou que o advogado da construtora esteve no local e constatou que a estrutura antiga ainda estava presente. A Polícia Civil realiza diligências para localizar e prender os responsáveis pela obra, que, segundo o prefeito, seriam pai e filho.

A construtora envolvida é a New Home. O advogado da empresa, Alexandre Sampi, afirmou que a construção estava regular, com alvará, e que um embargo anterior teria sido cassado.

Trabalho de resgate e causas

Equipes de resgate, compostas por cerca de 60 bombeiros, utilizaram viaturas e cães de busca para localizar vítimas nos escombros. Até o início da tarde deste sábado (12), quatro pessoas permaneciam soterradas, incluindo uma criança, um casal e outra mulher.

A Defesa Civil informou que ainda não é possível confirmar se as chuvas que atingem a cidade de São Paulo tiveram relação direta com o desabamento. A construção já havia sido alvo de interdição pela Prefeitura em 2019 por falta de alvará.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.