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Economia

Brasil precisará de ajuste fiscal rigoroso em qualquer governo, afirma CEO da SulAmérica

Marcelo Mello afirma que sem controle das contas públicas há risco de dominância fiscal e fuga de investidores para ativos conservadores.

Por Redação Diário Local

O Brasil precisará realizar um ajuste fiscal rigoroso, independentemente de quem vencer as próximas eleições, afirmou o CEO da SulAmérica, Marcelo Mello, nesta quinta-feira (23).

A declaração foi feita durante o evento Expert XP 2026, realizado em São Paulo. Segundo Mello, uma política fiscal que atue de forma alinhada com a política monetária pode favorecer a redução dos juros atuais, que estão fixados em 14,25% ao ano.

O executivo ressaltou que o país corre o risco de enfrentar um cenário de dominância fiscal se não houver um controle consistente das contas públicas. Nesse contexto, a deterioração das contas do governo passaria a comprometer a eficácia das medidas de controle da inflação.

Por que os juros altos afetam os investimentos?

De acordo com Marcelo Mello, o patamar elevado de juros nos últimos anos provocou a migração de investidores para ativos mais conservadores. O movimento causou a saída de recursos da bolsa de valores, de fundos multimercados e de outros produtos mais sofisticados.

O CEO afirmou que, enquanto o ambiente de juros altos persistir, haverá fluxo para produtos conservadores, o que prejudica a economia real. Segundo ele, essa dinâmica impede que empresas captem recursos no mercado, emitam dívidas ou realizem aberturas de capital (IPOs).

Para o executivo, a causa principal desse comportamento é o cenário macroeconômico, marcado por incertezas fiscais e pela necessidade de manter os juros altos para conter a inflação.

Impacto de um possível ajuste fiscal

Mello avaliou que a implementação de um ajuste fiscal crível pelo próximo governo abriria espaço para uma redução significativa da taxa de juros. Ele estimou que, com o ajuste, a taxa poderia cair em torno de 8%.

Uma queda estrutural nos juros mudaria a configuração da indústria de investimentos e do mercado de capitais, setores que hoje são prejudicados pelo alto retorno das aplicações conservadoras. O executivo pontuou que os ativos já se encontram depreciados.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.