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Economia

PIB cresce 0,5% no segundo trimestre e desacelera em relação ao início do ano

Dados do IBGE mostram redução no ritmo de expansão econômica e queda no consumo das famílias no segundo trimestre.

Por Redação Diário Local

A economia brasileira apresentou uma desaceleração no segundo trimestre deste ano, com o Produto Interno Bruto (PIB) crescendo 0,5% entre abril e junho. O dado, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última terça-feira (1º), contrasta com o ritmo de expansão de 1,1% registrado no primeiro trimestre de 2024.

O desempenho modesto do período foi influenciado, principalmente, pela redução de 0,4% no consumo das famílias, que havia registrado alta de 0,8% no trimestre anterior. O recuo no consumo impacta setores fundamentais, como o de serviços, que é o principal motor da economia nacional.

No detalhamento por setores no segundo trimestre, a agropecuária apresentou o melhor desempenho, com alta de 2,8%. Já os setores de serviços e indústria registraram avanços mais tímidos, de 0,2% e 0,1%, respectivamente.

Por que a economia desacelerou?

O Ministério da Fazenda atribuiu o resultado aos efeitos da política monetária restritiva e ao elevado nível de endividamento da população. Em nota técnica da Secretaria de Política Econômica (SPE), a pasta afirmou que o cenário afeta setores cíclicos, como a indústria de transformação, a construção e o comércio.

Diante desse contexto, o Ministério da Fazenda informou que está revisando sua projeção de crescimento para 2026. A estimativa atual da pasta é de 2,3%, mas o processo de revisão ocorre com viés de baixa. Em comparação, o Banco Central (BC) projeta um crescimento de 2% para o mesmo período, enquanto o mercado financeiro estima 1,92%.

Qual o impacto dos juros e do endividamento?

A taxa Selic, atualmente em 14% ao ano, é apontada por analistas como um fator de pressão sobre a demanda. Segundo Pablo Spyer, conselheiro da Ancord, a queda no consumo é um sinal claro de que os juros elevados estão pesando sobre o poder de compra e a atividade econômica.

O nível de endividamento das famílias brasileiras atingiu 49,8%, patamar muito próximo ao recorde histórico de 49,9%. Para conter riscos, o Banco Central anunciou, na última quarta-feira (2), que prepara medidas para mitigar os efeitos do crédito caro e fortalecer a resiliência do sistema financeiro.

Como parte das estratégias para auxiliar no reequilíbrio das contas das famílias, o governo federal lançou, em 4 de maio, o programa Novo Desenrola Brasil (Desenrola 2.0). A iniciativa tem como objetivo facilitar a renegociação de dívidas por meio de juros reduzidos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.