Produção de biscoitos em Marília (SP) espalha aroma característico pelas ruas da cidade
Fábricas de biscoitos produzem mais de 1 milhão de pacotes por dia e criam memória olfativa entre residentes e visitantes.
Por Davy Albuquerque
O aroma de biscoitos produzidos industrialmente é uma marca registrada de Marília, no interior de São Paulo. O cheiro doce ou amanteigado, que sai das chaminés das fábricas, faz parte da rotina de moradores e visitantes da cidade, conhecida como a Capital Nacional do Alimento.
Em uma das principais indústrias instaladas no município, a produção ultrapassa 1 milhão de pacotes de biscoitos por dia. O volume equivale a aproximadamente 432 milhões de unidades produzidas ao longo de um ano.
O processo de fabricação inicia com a moldagem da massa, passa pelos fornos industriais e o aroma é dispersado pelas ruas por meio das chaminés. De acordo com trabalhadores locais, o cheiro é um elemento constante no despertar dos moradores.
Como o aroma influencia a rotina local?
A atmosfera criada pela produção ativa a memória olfativa da região, despertando lembranças de infância e de hábitos familiares. Moradores relatam que é possível identificar o tipo de produto sendo fabricado apenas pelo cheiro.
Segundo relatos de residentes, o aroma apresenta variações ao longo do dia. No período da manhã, o cheiro costuma ser mais adocicado, enquanto à tarde o aroma torna-se mais salgado ou amanteigado.
Alcance das exportações de Marília
A força do setor alimentício de Marília permite que os produtos cheguem a diversas regiões do Brasil e ao mercado externo. A produção atende a todos os estados brasileiros e alcança mais de 30 países.
Entre os destinos internacionais, destaca-se o país Moçambique. Para garantir a aceitação nesses mercados, as receitas passam por ajustes de acordo com as exigências regulatórias e as preferências de consumo de cada localidade.
Biscoito ou bolacha?
A distinção entre os termos "biscoito" e "bolacha" também é tema de debate na cidade. Enquanto muitos moradores utilizam o termo "bolacha" no cotidiano, os fabricantes adotam uma postura neutra sobre a nomenclatura.
De acordo com representantes da indústria local, a escolha do nome fica a critério do consumidor, independentemente de chamar o produto de biscoito ou bolacha.
