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Economia

Coordenadora econômica de campanha afirma que bancos não querem apoiar governo em 2026

Daniella Marques alertou para risco de colapso no crédito e defendeu mudanças no modelo econômico e nas regras fiscais.

Por Redação Diário Local

A coordenadora do núcleo de economia da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, Daniella Marques, afirmou que o setor bancário não pretende apoiar o atual governo nas eleições de 2026. A declaração ocorreu durante uma conferência do banco Santander, em São Paulo (SP), nesta terça-feira (18).

Segundo a economista, que é membro do Republicanos, existe um risco de colapso do crédito no país caso não ocorra uma mudança no modelo econômico durante o próximo ciclo eleitoral. Marques alertou que, sem uma mudança na trajetória econômica, o endividamento das famílias pode atingir níveis dramáticos.

Durante o evento, Marques utilizou uma referência ao apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para argumentar que o mercado financeiro demonstra desconfiança em relação à continuidade da atual gestão. Para ela, o setor bancário teme que o modelo atual resulte em erros econômicos.

A ex-presidente da Caixa Econômica Federal defendeu a necessidade de ajustes na relação entre a dívida pública e o Produto Interno Bruto (PIB). Ela também defendeu uma revisão do arcabouço fiscal, conjunto de regras que disciplina as despesas do governo, com o objetivo de criar normas sólidas e permanentes.

Propostas de enxugamento do Estado

Sob a coordenação de Marques, o plano de governo de Flávio Bolsonaro foca no enxugamento da máquina pública. As diretrizes incluem o corte de pelo menos 10 ministérios, além da redução de cargos comissionados e de despesas administrativas do governo.

No campo tributário, a campanha propõe rever a implementação da reforma tributária para reduzir o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) e a carga sobre a produção e o consumo. Na área de energia, o plano prevê a redução gradual da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e de encargos, mantendo a tarifa social.

O plano de governo também aborda o setor de apostas on-line (bets), com a proposta de proibir o uso de recursos vindos de programas sociais para jogos e promover campanhas contra o endividamento causado pelas apostas.

Em relação à gestão governamental, a proposta prevê dar continuidade à reforma administrativa para revisar as carreiras e o funcionamento do Estado. O foco central é estabilizar e, posteriormente, reduzir a trajetória da dívida em relação ao PIB.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.