Diário Local
Economia

Brasil lidera atração de capital estrangeiro entre emergentes na Bolsa

Investidores internacionais injetaram R$ 19,1 bilhões na B3 até a última quarta-feira (14), superando mercados como Taiwan e Índia.

Por Redação Diário Local

O Brasil consolidou sua posição como o principal destino de capital entre os mercados emergentes acompanhados pelo JPMorgan. Até a última quarta-feira (14), o país acumulou entradas de R$ 19,1 bilhões de investidores estrangeiros na Bolsa de Valores (B3) em outubro.

O fluxo de capital externo ganhou impulso após o primeiro turno das eleições. No primeiro pregão realizado logo após o pleito, o mercado à vista registrou o maior ingresso diário da história da B3, com a entrada de R$ 10,1 bilhões.

O levantamento da XP indica que a mudança de perfil dos investimentos também é visível. Em setembro, o foco dos estrangeiros concentrou-se em commodities, especialmente nos setores de óleo, gás e petroquímicos, além de grandes bancos. Já em outubro, houve uma migração para empresas domésticas e mais sensíveis aos juros, com aportes distribuídos por 12 dos 17 setores monitorados pela instituição, incluindo os segmentos financeiro, elétrico e de transportes.

O que explica a diferença entre investidores estrangeiros e locais?

Enquanto o capital internacional avança, os investidores locais seguem retirando recursos da Bolsa. No mês de outubro, investidores institucionais registraram saídas de R$ 7,9 bilhões, enquanto pessoas físicas acumularam vendas líquidas de R$ 6,5 bilhões.

A participação dos estrangeiros nas negociações da B3 atingiu 63,2% em outubro, um novo recorde histórico. Em contrapartida, a fatia dos investidores institucionais recuou para 23,7% e a das pessoas físicas para 10%.

Quais as perspectivas para o mercado?

De acordo com a XP, o movimento pode ter espaço para continuidade, uma vez que os ingressos acumulados em 2026 ainda estão abaixo do pico observado em abril. A expectativa é que, com a melhora do ambiente macroeconômico, os investidores domésticos possam retornar gradualmente ao mercado.

O JPMorgan também aponta que o Brasil se beneficia de ativos com preços atrativos e da expectativa de queda dos juros. Contudo, os estrategistas ressaltam que a sustentabilidade desse fluxo depende da capacidade do próximo governo em transformar as expectativas em medidas concretas de política econômica.

Nesse cenário, o BTG Pactual elevou sua recomendação para o Brasil em sua estratégia de ações da América Latina, passando de neutra para overweight (desempenho acima da média). Já o Banco Inter elevou sua projeção para o Ibovespa em 2027, subindo de 204 mil para 240 mil pontos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.