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Economia

Ações do Magazine Luiza caem 7% nesta terça-feira (13) após alta de juros futuros

Papéis da varejista registraram queda nesta terça-feira (13) em meio a movimento de realização de lucros e alta nas taxas de DI.

Por Redação Diário Local

As ações do Magazine Luiza (MGLU3) registraram queda de 7,04%, sendo negociadas a R$ 11,36 nesta terça-feira (13). O desempenho da varejista figurou entre as maiores baixas do Ibovespa no dia, mesmo após o Itaú BBA ter elevado a recomendação dos papéis para compra.

O recuo é explicado por um movimento de realização de lucros após o salto de mais de 60% registrado pelas ações na semana passada. O cenário foi agravado pela alta nas taxas de juros futuros, fator que impacta negativamente o setor de varejo e consumo, especialmente as companhias mais alavancadas.

As taxas do Depósito Interfinanceiro (DI) fecharam a terça-feira (13) com altas superiores a 20 pontos-base em diversos vencimentos. O movimento de alta nos juros foi impulsionado por novos dados de pesquisas eleitorais que indicam empate técnico entre os candidatos no segundo turno.

De acordo com a pesquisa PoderData/AYA, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com 51% das intenções de votos válidos, enquanto o presidente Lula (PT) tem 49%. Já o levantamento BTG/Nexus indica Flávio Bolsonaro com 48% e o presidente Lula com 45% das intenções de voto.

No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 12,7%, uma elevação de 17 pontos-base frente ao ajuste de 12,528% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa para janeiro de 2035 atingiu 12,57%, subindo 23 pontos-base em relação aos 12,345% do último pregão.

O Magazine Luiza é considerado um dos casos mais sensíveis às variações nas taxas de juros. A recomendação positiva do Itaú BBA, que chegou a afirmar que "as estrelas estão se alinhando" para a empresa, considerava um cenário de normalização com juros reais próximos de 6%.

Por que os juros afetam o varejo?

A alta dos juros futuros encarece o crédito e impacta o consumo, prejudicando empresas que dependem de financiamentos para operação ou que possuem altos níveis de endividamento. Por esse motivo, o setor de varejo costuma apresentar volatilidade quando as taxas de juros sobem.

Além da varejista, outras companhias que registram impacto direto da alta dos juros também apresentaram quedas superiores a 4% nesta terça-feira (13). Estão entre as empresas que registraram baixa a Vamos (VAMO3), C&A (CEAB3), Localiza (RENT3) e Assaí (ASAI3).

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.