Brasil recorre à OMC e anuncia R$ 18,5 bilhões para combater tarifas dos EUA
Governo brasileiro anunciou pacote de R$ 18,5 bilhões e levou medidas de Washington para arbitragem da Organização Mundial do Comércio.
Por Redação Diário Local
O governo brasileiro anunciou um pacote de R$ 18,5 bilhões e pretende recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) para enfrentar as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos. As medidas de resposta visam mitigar os impactos das sobretaxas aplicadas ao país ao longo de julho e buscar proteção no cenário internacional.
As tarifas americanas foram aplicadas em duas frentes distintas. A primeira consiste em um imposto de 25%, resultado de uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre supostas práticas desleais da economia brasileira.
A segunda sobretaxa é de 12,5% e foi direcionada ao Brasil e a outros países. Segundo o USTR, a medida deve-se à falta de fiscalização adequada quanto ao emprego de trabalho forçado nessas nações.
Para enfrentar o impacto na economia interna, o governo federal prometeu o investimento de R$ 18,5 bilhões para auxiliar os setores produtivos que sofrerem maiores danos com as taxas. Na esfera diplomática, o Itamaraty já encaminhou o caso para a arbitragem da OMC.
Como o Brasil pode reagir comercialmente?
Além do suporte financeiro e do recurso à OMC, o Brasil estuda outras estratégias de defesa comercial. Entre as alternativas estão o uso da Lei de Reciprocidade e a adoção de mecanismos legais de retaliação.
A retaliação poderia ser direcionada a setores que possuam importância estratégica para os Estados Unidos. O objetivo seria equilibrar o jogo comercial e pressionar por uma revisão das medidas impostas pelo governo americano.
Especialistas apontam que a movimentação diplomática via OMC tem um caráter que pode ser visto como simbólico, servindo para marcar a posição do Brasil perante o governo estadunidense.
O cenário de barreiras tarifárias tem redesenhado o mapa das exportações brasileiras. Enquanto o mercado com os Estados Unidos enfrenta novos obstáculos, as vendas do Brasil para a China registraram recordes, indicando uma busca por novos mercados para compensar as perdas.
