Especialistas explicam como calcular valor ideal para reserva de emergência conforme a renda
Especialistas recomendam poupar entre 10% e 20% da renda mensal e focar na consistência para garantir segurança financeira.
Por Redação Diário Local
Para construir uma reserva de emergência de forma eficiente, o foco principal deve ser a consistência dos depósitos mensais, e não necessariamente o valor inicial poupado. Especialistas indicam que separar entre 10% e 20% da renda mensal é um bom ponto de partida para garantir a proteção financeira contra imprevistos.
A formação desse montante deve ser planejada com base no custo de vida e nas despesas essenciais, e não apenas no salário bruto recebido. O objetivo é criar um colchão financeiro que permita cobrir gastos inesperados sem comprometer o orçamento de longo prazo.
Segundo Thaísa Durso, especialista em finanças pessoais da Rico, o valor ideal para poupar depende de cada perfil, mas a regularidade é o fator determinante. Ela afirma que manter um percentual menor de forma recorrente produz resultados melhores do que tentar metas ambiciosas que acabam sendo abandonadas.
Para quem busca iniciar o hábito, é possível começar com valores reduzidos, entre 2% e 5% da renda. O economista-chefe do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Espírito Santo (Ibef-ES), Felipe Storch, explica que o percentual precisa caber no orçamento para ser mantido com frequência.
Como calcular o valor ideal da reserva?
O cálculo para definir o tamanho da reserva deve considerar gastos fundamentais como moradia, alimentação, saúde, transporte e o pagamento de dívidas. A fórmula sugerida é multiplicar o total das despesas mensais pelo número de meses de cobertura desejado.
Para trabalhadores com renda estável, a recomendação é manter uma reserva equivalente a três ou seis meses das despesas essenciais. Já para profissionais com renda variável, como autônomos e empresários, a orientação é elevar a proteção para um período de seis a 12 meses.
Essa variação de tempo visa garantir maior segurança para quem enfrenta períodos de menor entrada de dinheiro. O cálculo correto evita que o indivíduo precise recorrer a modalidades de crédito caras em momentos de necessidade.
Onde investir o dinheiro da reserva?
Como a reserva de emergência serve para casos de desemprego, problemas de saúde ou reparos urgentes, a prioridade deve ser a segurança e a liquidez diária. Isso significa que o dinheiro deve estar em aplicações que permitam o saque imediato quando necessário.
Entre as opções mais indicadas estão o Tesouro Selic, Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com liquidez diária e fundos de renda fixa simples. O foco não deve ser a busca pela maior rentabilidade do mercado, mas sim o acesso rápido ao recurso.
Felipe Storch ressalta que a prioridade é garantir que o imprevisto não leve a pessoa ao uso de cheque especial ou ao rotativo do cartão de crédito. Investimentos com prazos longos de resgate não são recomendados para essa finalidade específica.
Passos para organizar o orçamento
Para estruturar o planejamento, especialistas recomendam um roteiro de cinco etapas. O primeiro passo é fazer um diagnóstico detalhado de receitas, despesas e dívidas, seguido pela criação de um orçamento que seja realista para o cotidiano.
A terceira etapa consiste em eliminar ou renegociar dívidas com juros altos. Depois, o foco deve ser a formação da reserva e, por fim, a definição de um valor mensal para investimentos contínuos.
Uma estratégia para manter a disciplina é programar o aporte para o mesmo dia do recebimento do salário. Dessa forma, a economia passa a ser tratada como um compromisso fixo do orçamento, e não como o que sobra ao final do mês.
