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Economia

Preços da celulose na China devem sustentar alta até outubro, aponta XP Investimentos

Setor na China vive momento positivo com baixos estoques e preços elevados, mas XP vê limites para recuperação no médio prazo.

Por Redação Diário Local

O setor de papel e celulose na China vive um momento de valorização, impulsionado pelo preço da celulose de fibra curta (BHKP) em US$ 560 por tonelada em setembro. De acordo com análise da XP Investimentos, a perspectiva é que o cenário de alta se mantenha ao longo de outubro.

A atividade de compra no país asiático tem se intensificado devido aos baixos estoques de fibra curta e aos preços ainda elevados de cavacos (pequenos pedaços de madeira) domésticos e importados. O movimento é reforçado pela sazonalidade positiva da demanda e pela oferta limitada no terceiro trimestre do ano.

Com o cenário de recomposição de estoques no setor de transformação (downstream), fornecedores chegaram a anunciar aumentos de US$ 20 por tonelada para o produto em setembro. Contudo, para os analistas da XP, o espaço para uma recuperação mais sustentada dos preços no médio prazo ainda parece restrito.

Entre os fatores que podem limitar a alta estão a baixa lucratividade dos produtores de papel na China e a tendência estrutural de integração do setor. Além disso, novos projetos de celulose planejados para o ano que vem podem impactar a oferta futura no mercado chinês.

Quais são os riscos para os preços no médio prazo?

A queda nos preços dos cavacos na China é apontada como um risco crescente para os preços da celulose de mercado. Isso ocorre porque uma parcela relevante da produção integrada chinesa depende do uso dessa matéria-prima.

Cálculos realizados pela XP mostram que o custo marginal para produtores que utilizam madeira doméstica na China é de aproximadamente US$ 530 por tonelada. Já para os produtores que dependem de madeira importada, o custo é mais elevado, situando-se próximo a US$ 570 por tonelada.

Atualmente, o preço praticado da celulose (US$ 560 por tonelada) encontra-se abaixo do custo de produção daqueles que dependem de madeira importada. Essa dinâmica de custos é um dos pontos de atenção para a sustentabilidade dos preços a longo prazo.

Exportações brasileiras em queda

No Brasil, o cenário das exportações apresenta um movimento diferente do otimismo chinês. Dados referentes a agosto mostram que as exportações de celulose recuaram 3% na comparação anual.

As exportações de kraftliner também registraram queda de 3% no mês de agosto em relação ao período anterior. Apesar do volume menor, o preço desse produto específico apresentou uma alta de 1% em dólares no mesmo período.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.