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Economia

Especialistas recomendam poupar de 10% a 20% da renda para buscar independência financeira

Especialistas sugerem que a constância é mais importante que o valor inicial e explicam como montar uma reserva de emergência.

Por Redação Diário Local

Para quem busca construir independência financeira, especialistas recomendam que o ponto de partida seja a reserva de entre 10% e 20% da renda mensal. O valor deve ser compatível com o orçamento para garantir a regularidade dos aportes.

Embora percentuais como 10% sirvam de referência inicial, a capacidade de poupança varia conforme a renda, as despesas familiares e o padrão de vida de cada indivíduo. O fator mais importante, segundo analistas, não é o montante em si, mas a constância de guardar os recursos todos os meses.

Para quem ainda enfrenta dificuldades para atingir esses índices, é possível iniciar com valores fixos pequenos ou percentuais reduzidos, como 2% ou 5%, aumentando os aportes gradualmente conforme a renda aumenta ou despesas são reduzidas.

Como organizar os investimentos?

Uma estratégia para facilitar o processo é programar o investimento para o dia do recebimento do salário. Dessa forma, o aporte passa a ser encarado como um compromisso do orçamento, evitando a dependência do que eventualmente sobrar ao final do mês.

A independência financeira é resultado da combinação entre disciplina e rentabilidade. Quanto mais cedo os investimentos começam, maior pode ser o impacto dos juros compostos, mecanismo em que os rendimentos acumulados passam a gerar novos ganhos sobre o montante principal.

Contudo, especialistas alertam que a busca por maior rentabilidade deve ser feita com cautela. Trocar investimentos conhecidos por produtos complexos apenas pela promessa de ganhos maiores pode trazer riscos inesperados de prazo ou limitação de liquidez.

O que é a reserva de emergência?

Antes de buscar acumular patrimônio, o primeiro objetivo deve ser a formação de uma reserva de emergência. O intuito é cobrir despesas inesperadas, como desemprego, problemas de saúde ou reparos urgentes em imóveis e veículos.

Para trabalhadores com renda estável, a recomendação é acumular o equivalente a três ou seis meses de despesas essenciais. Para quem possui renda variável, como autônomos e empresários, o planejamento deve ser mais rigoroso, buscando uma reserva que cubra de seis a doze meses de gastos.

Esses recursos devem ser mantidos em aplicações de baixo risco e com liquidez diária, ou seja, que permitam o resgate imediato. Entre as opções para perfis conservadores estão o Tesouro Selic, CDBs com liquidez diária e fundos de renda fixa compatíveis com o perfil do investidor.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.