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Economia

Financiamentos de caminhões e motos não afetam contas públicas, afirma Dario Durigan

Ministro da Fazenda afirma que valores para frotas possuem limite no Orçamento e serão devolvidos à União.

Por Redação Diário Local

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (27) que os programas de crédito destinados à compra de motocicletas e caminhões não impactam negativamente as contas públicas do Brasil. Segundo o ministro, os montantes liberados para o setor de transportes possuem limites legais e valores estabelecidos no Orçamento da União.

Durigan declarou que os recursos emprestados para a aquisição de ônibus e outros veículos pesados serão integralmente devolvidos aos cofres do governo federal. O objetivo da política econômica, segundo ele, é estimular o mercado interno, modernizar a frota rodoviária nacional e preservar postos de trabalho em todo o país.

O ministro utilizou a declaração, feita nesta segunda-feira (27), para transmitir segurança ao mercado financeiro sobre a trajetória da dívida pública. A fala busca afastar desconfianças e garantir a estabilidade das finanças do país para o período a partir de 2027.

Durante o pronunciamento, Durigan defendeu que o modelo atual de crédito difere de gestões anteriores. Ele afirmou que o ano de 2026 precisa apresentar uma estrutura financeira distinta de 2022, alegando que, no último mandato da gestão de Jair Bolsonaro (PL), foram adotadas medidas sem a indicação das fontes reais de recursos.

O líder da equipe econômica também rebateu críticas sobre o endividamento da população, citando o programa Desenrola como um exemplo de iniciativa que organiza dívidas antigas sem estimular novos empréstimos. Durigan ressaltou ainda que a gestão atual atua com base na responsabilidade fiscal e sem interferências no processo eleitoral.

Pressão sobre o orçamento e despesas obrigatórias

Ao comentar as regras do arcabouço fiscal, o ministro apontou que a principal pressão sobre as contas do país provém do crescimento ininterrupto das despesas obrigatórias. Para Durigan, esse volume de gastos compromete a capacidade do governo de realizar investimentos diretos na infraestrutura nacional.

O ministro rejeitou as análises de que a União esteja gastando acima dos limites estabelecidos pelas leis vigentes. Ele afirmou que a administração federal cumpre o teto de gastos rigorosamente em todas as áreas da gestão.

Durigan alertou, ainda, para a necessidade de o Congresso Nacional aprovar mudanças concretas nas leis atuais. Segundo o ministro, se o cenário não for alterado, os futuros presidentes da República terão a função de gastar quase exclusivamente com o pagamento da dívida pública, aposentadorias e precatórios.

O ministro concluiu que a falta de ajustes estruturais deixará os próximos líderes do país sem margem financeira para formular e executar novas políticas públicas fundamentais para a nação.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.