Diário Local
Economia

Dario Durigan afirma que governo não usará recursos da União para socorrer o BRB

Ministro da Fazenda afirma que banco perdeu R$ 12 bilhões em operações e que liquidação não oferece risco ao setor bancário.

Por Redação Diário Local

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (27) que o governo federal não destinará recursos da União para salvar o BRB (Banco de Brasília). Segundo o ministro, a instituição financeira dilapidou cerca de R$ 12 bilhões de seu próprio patrimônio ao realizar operações de origem criminosa.

As declarações foram feitas durante entrevista à Rádio Jornal. Durigan informou que, embora o governo do Distrito Federal tenha acionado o Supremo Tribunal Federal (STF) para solicitar ajuda financeira, a equipe econômica federal rejeitou o pedido de transferência de valores para o banco.

De acordo com o ministro, a Justiça intermediou um acordo no qual o próprio Distrito Federal utilizará fundos constitucionais locais como garantia para qualquer operação de resgate voltada à instituição. O objetivo seria tentar uma recuperação da empresa por meios jurídicos.

O ministro detalhou que o problema patrimonial ocorreu quando o banco repassou valores bilionários para uma empresa e recebeu, em troca, garantias sem valor real, descritas por ele como papéis inúteis. Esse processo resultou na perda de aproximadamente R$ 12 bilhões.

Risco ao sistema financeiro

Sobre a solidez do setor, Durigan afirmou que o Banco Central (BC) atestou presencialmente, no STF, que a situação do BRB não representa um perigo sistêmico. O ministro declarou que o eventual fechamento ou a liquidação da entidade não provocaria danos estruturais ao setor de crédito do Brasil.

Apesar da ausência de risco para o sistema nacional, o ministro ressaltou que uma quebra causaria impacto direto para a população local do Distrito Federal. Por esse motivo, os envolvidos buscam uma saída jurídica para tentar salvar a operação.

No momento, a instituição financeira mantém negociações com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e com agentes privados para construir uma estratégia financeira. O intuito é encontrar uma alternativa para a continuidade das atividades.

Para o ministro da Fazenda, o banco agora precisa convencer o mercado de que possui um plano consistente para receber auxílio externo. O objetivo final é que o banco volte a atuar com a devida seriedade no mercado.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.