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Economia

Mercado eleva projeção de déficit primário para R$ 59,1 bilhões em 2026

Estimativas do Prisma Fiscal indicam alta no déficit e na dívida bruta do governo central para os próximos anos.

Por Redação Diário Local

A mediana das projeções do mercado para o déficit primário do governo central em 2026 subiu de R$ 58,077 bilhões para R$ 59,145 bilhões, segundo o Prisma Fiscal de agosto.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (14) pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda. O relatório também indica que a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) deve terminar 2026 em 83% do Produto Interno Bruto (PIB), superando os 81,94% registrados em junho.

Para o ano de 2027, a estimativa é de que o déficit primário seja de R$ 55 bilhões e que a dívida bruta alcance 86,77% do PIB.

O que dizem as projeções de arrecadação e déficit?

Os números mostram que a arrecadação federal segue acima dos níveis de um ano atrás, mas o resultado primário mantém saldo negativo em diversos períodos. Para agosto de 2026, o mercado projeta uma arrecadação de R$ 239,047 bilhões e um déficit de R$ 16 bilhões.

Em comparação, em agosto de 2025, a arrecadação foi de R$ 208,791 bilhões e o resultado primário fechou negativo em R$ 15,564 bilhões. A expectativa de melhora no fluxo ocorre para outubro, quando a arrecadação deve chegar a R$ 288,506 bilhões e o resultado primário deve registrar um superávit de R$ 42,492 bilhões.

O resultado nominal, que soma o resultado primário e os juros nominais, deve apresentar um saldo negativo de R$ 1,102 trilhão em 2026, conforme a mediana das projeções.

Indicadores de inflação e emprego

O Prisma Fiscal também detalhou estimativas para outros indicadores macroeconômicos. A mediana para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 2026 é de 5,10%, com previsão de queda para 4,24% em 2027.

Quanto ao mercado de trabalho, a expectativa de taxa de desemprego para agosto de 2026 é de 5,40%, com a população ocupada estimada em 103,3 milhões de pessoas.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.