Dólar e Ibovespa abrem em leve alta nesta sexta após tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros
Dólar comercial é negociado próximo de R$ 5,12, enquanto Ibovespa tenta recuperar perdas do pregão anterior após anúncio de impostos americanos.
Por Davy Albuquerque
O dólar comercial e o Ibovespa abriram em leve alta nesta sexta-feira (17/7). O dólar é negociado próximo de R$ 5,12, enquanto o principal índice da Bolsa brasileira (B3) apresenta avanço de cerca de 0,16%, aos 174,1 mil pontos, tentando recuperar parte das perdas registradas no pregão anterior.
O movimento dos ativos ocorre em um cenário de cautela entre os investidores. O mercado monitora os desdobramentos do impasse comercial entre Brasil e Estados Unidos, após a confirmação de uma tarifa de 25% imposta pelo governo americano sobre parte dos produtos exportados pelo Brasil.
As tensões geopolíticas envolvendo o Oriente Médio também influenciam o humor do mercado financeiro. Há uma preocupação com os impactos do conflito entre Estados Unidos e Irã na economia global e com a redução do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo e gás natural.
No mercado de câmbio internacional, o índice DXY — que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes — registrava alta de 0,05%, operando aos 100,78 pontos. No mesmo período, os futuros das bolsas americanas operavam sem uma direção única.
Petróleo e desempenho das ações
O petróleo é o principal destaque da abertura desta sexta-feira. O barril do tipo Brent avança cerca de 3,2%, sendo negociado próximo de US$ 87, enquanto o WTI sobe mais de 3,5%, superando o patamar de US$ 81 por barril.
A alta das commodities é sustentada pelo receio quanto à oferta global de energia. Na Bolsa brasileira, esse cenário favorece as ações da Petrobras, que recuperam parte das perdas da véspera e avançam mais de 2% no início do pregão.
Em contrapartida, os papéis da Vale e de alguns dos principais bancos operam próximos da estabilidade, registrando leves perdas. O mercado segue atento ao impacto das tarifas americanas sobre as exportações nacionais e à trajetória da moeda.
Além disso, os investidores acompanham a agenda econômica e possíveis sinalizações do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. Qualquer movimentação sobre a implementação das tarifas ou sobre os juros americanos pode influenciar o comportamento dos mercados ao longo do dia.
