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Economia

Escassez de profissionais qualificados dificulta crescimento de empresas no Brasil e no Espírito Santo

Dados mostram que oito em cada dez empregadores no Brasil têm dificuldade para encontrar mão de obra, especialmente de nível superior.

Por Davy Albuquerque

Oito em cada dez empregadores no Brasil enfrentam dificuldades para encontrar profissionais, um cenário que se repete há cinco anos, de acordo com dados da consultoria ManpowerGroup baseados em 1.020 empresas. O desafio é ainda maior para cargos que exigem nível superior.

Segundo cálculos da consultoria Robert Half, a taxa de desocupação entre profissionais de nível superior foi de 3,3% no primeiro trimestre de 2026. O índice é quase a metade da taxa de desemprego geral, que ficou em 6,1% no mesmo período.

Líderes empresariais tratam a escassez de mão de obra como um problema crônico que gera custos operacionais. A falta de pessoal qualificado limita o crescimento de setores que vão desde o varejo e serviços até a indústria e a infraestrutura.

Por que a falta de qualificação impacta os negócios?

A dificuldade de encontrar mão de obra afeta diretamente a capacidade de expansão das empresas. Zenilda Zanardini, diretora administrativa da Solo, afirma que a falta de vendedores qualificados impacta a entrada de produtos no mercado, visto que muitos itens são complexos e exigem uma venda consultiva, que não é imediata.

No Espírito Santo, observa-se um descompasso onde existem vagas e trabalhadores, mas o encontro entre as duas partes é dificultado. Isso ocorre porque o trabalhador pode não estar no município onde a vaga existe, não possuir a qualificação exigida ou não aceitar a jornada de trabalho oferecida.

O mercado de trabalho exige cada vez mais especificidade. Cada vaga possui exigências próprias, enquanto o trabalhador possui habilidades, restrições de deslocamento e expectativas de renda que nem sempre coincidem com a oferta das empresas.

O que muda no mercado de trabalho?

A escassez de mão de obra sinaliza uma nova etapa para o mercado de trabalho, especialmente em estados como o Espírito Santo. O foco deixa de ser apenas a criação de postos de trabalho e passa a ser a formação de pessoas e o aumento da produtividade.

Com a queda nos índices de desemprego, a disponibilidade de mão de obra deixa de ser abundante. Isso obriga as empresas a reorganizarem processos e a ajustarem as remunerações de acordo com as competências que se tornaram mais raras no mercado.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.