Festival Dipanas Blues deve movimentar R$ 5 milhões e gerar mil empregos em Pará de Minas
Evento em sua 14ª edição deve criar até mil empregos diretos e indiretos e movimentar setores como hotelaria e comércio local.
Por Redação Diário Local
A 14ª edição do Festival Internacional Dipanas Blues deve movimentar cerca de R$ 5 milhões na economia de Pará de Minas. O evento tem o potencial de gerar até mil empregos, entre oportunidades diretas e indiretas, ao longo de toda a sua cadeia produtiva.
O circuito cultural ocorre entre junho e agosto, mas o impacto econômico se estende por diversos meses. A programação inclui shows gratuitos, cinema ao ar livre e atividades educativas, fortalecendo setores como o comércio, hotelaria, gastronomia, transporte e turismo.
O evento principal está agendado para o sábado (15). Somente neste dia, cerca de 600 pessoas trabalharão diretamente na arena do Parque de Exposições Francisco Olivé Diniz. Se incluídas as equipes de pré-produção, montagem, fornecedores e parceiros, o número de trabalhadores envolvidos deve ultrapassar mil pessoas.
Como o festival impacta a economia criativa?
A movimentação financeira envolve um ecossistema que abrange desde a contratação de artistas locais até empresas de cenografia, comunicação, montagem, segurança e logística. Segundo Hugo Lacerda, produtor executivo da Voodoo Produção Cultural, organizadora do festival, a estrutura funciona como uma engrenagem de desenvolvimento.
Lacerda destaca que o festival impulsiona o surgimento de empresas que hoje prestam serviços para diversos outros eventos na região. O produtor afirma que o projeto ajuda na profissionalização do setor cultural e na geração de renda para os negócios que atuam em Pará de Minas.
Reflexos no comércio e no turismo
O setor comercial da cidade relata que o período do festival é comparado ao "segundo Natal" de Pará de Minas. Comerciantes registram alta procura por roupas, calçados e acessórios para o público que se prepara para o evento. A venda de camisetas oficiais também é um indicador de consumo, com cerca de 800 unidades comercializadas antes do início do festival.
A rede de hospedagem também deve operar com ocupação próxima da capacidade máxima. O fluxo de turistas, vindos de outras cidades de Minas Gerais e de outros estados, beneficia diretamente bares, restaurantes, lanchonetes e motoristas de aplicativos.
Criado em 2012 a partir da celebração do aniversário do Dipanas Bistrô, o festival cresceu de um encontro para 180 pessoas para um dos principais eventos de blues do país. Atualmente, o circuito posiciona o município no calendário nacional de eventos e atua como ferramenta de turismo e qualificação profissional.
