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Economia

Inflação de combustíveis acumulada em 2026 é quase o dobro da registrada em 2025

Apesar de subsídios de R$ 40 bilhões do governo federal, o índice de alta nos combustíveis já chega a 4,49% este ano.

Por Redação Diário Local

A inflação de combustíveis acumulada entre janeiro e setembro de 2026 atingiu 4,49%, valor que é quase o dobro dos 2,30% registrados em todo o ano de 2025. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mostram que o aumento ocorre mesmo com a aplicação de subsídios do governo federal para conter o impacto inflacionário.

Para tentar segurar os preços, o governo federal já direcionou R$ 40 bilhões para medidas de suporte. Entre as ações, destacam-se a desoneração de tributos como o PIS/Cofins e a concessão de subvenções diretas aos produtores e importadores de óleo diesel, gasolina e etanol.

Apesar do suporte, os preços foram pressionados pelos conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia. No Oriente Médio, as restrições à navegação no Estreito de Ormuz, rota crucial para o petróleo do Golfo Pérsico, afetam a oferta global. Já no caso da Ucrânia, a produção russa de diesel foi prejudicada por danos em refinarias causados por drones.

Por que os preços dos combustíveis subiram?

A elevação é impulsionada pela escassez de oferta e pela alta do barril de petróleo tipo Brent, que chegou a valer US$ 120 em meio aos conflitos. Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), em relatório divulgado na última quarta-feira (15), o mercado de petróleo deve permanecer deficitário, com restrições na oferta de destilados médios persistindo até 2027.

De acordo com a IEA, a escassez de diesel deve resistir até boa parte do próximo ano. A previsão indica que o desequilíbrio entre oferta e demanda pode afetar o mercado de energia por um período prolongado, trazendo desafios para a inflação nos próximos anos.

Qual o impacto dos subsídios e as variações de preços?

Os subsídios têm evitado uma alta ainda maior, mas os preços variam conforme o produto. Segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o óleo diesel S10 subiu 20,85% desde o início da guerra. Já o etanol apresentou queda de 10,58% no valor médio de revenda.

Na gasolina comum, o preço médio saltou de R$ 6,28, em 28 de fevereiro, para R$ 6,54, conforme levantamento do dia 10 de outubro. O governo tem utilizado estratégias como a isenção de alíquotas de PIS/Cofins e subvenções econômicas para tentar mitigar o impacto no bolso do consumidor.

No caso do diesel, o governo chegou a implementar uma ajuda de custo de R$ 2,12 por litro, somando subvenções e deduções. No setor de etanol, a subvenção aos produtores e cooperativas também foi ampliada, subindo de R$ 0,25 para R$ 0,43 por litro, visando equilibrar o mercado interno.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.