Presidente do Magalu critica pautas no Congresso e vê risco ao setor varejista
Executivo do Magalu questiona velocidade de debates sobre escala 6x1 e impostos de importação durante evento em São Paulo
Por Redação Diário Local
O presidente do Magalu, Frederico Trajano, criticou a velocidade com que pautas de interesse do setor varejista estão sendo conduzidas no Congresso Nacional. Durante um evento de empresários realizado nesta quinta-feira (27), em São Paulo, o executivo afirmou que o ritmo acelerado de discussões pode trazer riscos à economia do setor.
Trajano apontou que a proximidade das eleições presidenciais tem influenciado o debate legislativo. Para o executivo, o que deveria ser uma discussão técnica tem dado lugar a cálculos eleitorais, o que pode comprometer o bom senso nas votações.
Quais são as pautas criticadas?
Entre os temas citados que geram preocupação no varejo estão a PEC 221 de 2019, que trata do fim da escala 6x1, e a medida provisória que trata do fim do imposto federal para importações de até US$ 50, conhecida como a "taxa das blusinhas".
Segundo Trajano, o fim da taxação de importações prejudica a venda de produtos fabricados no Brasil e os empregos gerados pelo mercado nacional. Sobre a escala de trabalho, ele afirmou que não é contra o debate, mas defende que haja tempo para analisar os impactos econômicos em toda a cadeia produtiva.
O empresário defendeu que o setor busca apenas igualdade de condições na disputa com o comércio internacional, alegando que o varejo brasileiro enfrenta desvantagens geradas pelo governo federal no comparativo com varejistas chineses.
Impactos do fechamento de lojas
O executivo também abordou o cenário de fechamento de unidades comerciais no país. Ele afirmou que redes históricas têm encerrado centenas de lojas, o que impacta a sociedade de forma ampla.
Para Trajano, o fechamento de um estabelecimento interrompe oportunidades de emprego para trabalhadores e entregadores, além de afetar a distribuição de produtos para diversos fornecedores que dependem do varejo.
O presidente do Magalu finalizou reforçando a importância do setor para a economia nacional, classificando o varejo como uma força propulsora da sociedade.
