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Economia

Goldman Sachs eleva projeções para Petrobras com alta nas margens de refino

Banco revisou para cima estimativas de lucro e dividendos da estatal devido a recordes nos spreads de diesel.

Por Redação Diário Local

O banco Goldman Sachs revisou para cima suas estimativas para a Petrobras e reforçou a recomendação de compra para as ações da estatal, motivado pela alta nas margens globais de refino. Segundo o relatório da instituição, o setor de refino (downstream) deve apresentar resultados mais favoráveis devido aos níveis recordes alcançados pelos spreads de diesel.

O analista Bruno Amorim e sua equipe destacaram que o spread do diesel atingiu cerca de US$ 80 por barril em julho, patamar considerado uma máxima histórica. Esse cenário é sustentado por uma oferta global apertada, influenciada por interrupções em refinariasrussas devido a ataques de drones, além de fatores climáticos e o adiamento de manutenções programadas em refinarias.

Como o refino impacta a Petrobras?

O segmento de refino tem peso crescente no resultado da companhia. O Goldman Sachs estima que o refino represente aproximadamente 25% do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) consolidado da Petrobras em 2026, e 17% em 2027. Esses números superam a participação média de 16% registrada entre 2021 e 2025.

A projeção para a margem Ebitda ajustada do refino é de US$ 21 por barril em 2026 e US$ 13 em 2027, valores superiores à média de US$ 11 observada nos últimos cinco anos. O diesel é o principal motor do setor na estatal, correspondendo a cerca de 40% da produção do segmento de refino, enquanto a gasolina representa 20%.

Quais são as projeções para os próximos resultados?

A instituição atualizou suas projeções antes da divulgação dos resultados do segundo trimestre, prevista para o dia 6 de agosto (quarta-feira). O banco projeta um Ebitda ajustado de aproximadamente US$ 18 bilhões, contemplando US$ 1 bilhão em ganhos não caixa relacionados a estoques no refino.

Para o mesmo período, a estimativa de distribuição de dividendos é de US$ 3,4 bilhões. O relatório observa, no entanto, que a remuneração pode sofrer pressão de um efeito negativo de US$ 3 bilhões no capital de giro, decorrente de valores a receber de programas de subsídios aos combustíveis, com expectativa de reversão no terceiro trimestre.

Revisão de preços e dividendos

Com a melhora no cenário de petróleo e margens, o Goldman Sachs elevou suas estimativas de Ebitda ajustado em 6% para 2026 e 7% para 2027. Consequentemente, os preços-alvo para as ações na B3 foram ajustados para R$ 60,90 (PETR3) e R$ 57,00 (PETR4), cerca de 11% acima das previsões anteriores.

O banco projeta que a estatal possa entregar um dividend yield (retorno de dividendos sobre o preço da ação) entre 12% e 18% em 2027. Desse total, cerca de 12% viriam da política ordinária e até 6% de dividendos extraordinários, impulsionados pela geração de caixa e pelo baixo nível de endividamento da companhia.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.