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Energia

Trabalhadores da Eletronuclear anunciam greve por tempo indeterminado a partir de terça-feira

Funcionários da estatal anunciaram paralisação por tempo indeterminado após impasse em negociações do Acordo Coletivo de Trabalho.

Por Redação Diário Local

Trabalhadores da Eletronuclear entrarão em greve por tempo indeterminado a partir das 0h desta terça-feira (1º). A paralisação foi comunicada à estatal por meio de um ofício encaminhado nesta sexta-feira (28) ao presidente interino da companhia, Raphael Ehlers dos Santos.

A decisão da categoria é motivada pelo que os funcionários classificam como riscos relacionados à vigência do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Segundo o documento, há também uma ausência de solução satisfatória para a continuidade das negociações com a empresa.

O sindicato que representa a categoria é o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica nos Municípios de Parati e Angra dos Reis (STIEPAR). O documento oficial foi assinado pelo seu diretor-presidente, Cassio Lucio Luiz Martins.

Para assegurar a continuidade das atividades críticas, os funcionários manterão turnos de 12 horas para funções de operação e segurança. Essas atividades são tratadas pelo sindicato como serviços essenciais durante o período de paralisação.

Segurança nuclear

A manutenção desses turnos tem como objetivo garantir a segurança nuclear e a integridade da planta, dos trabalhadores e da população da região. O STIEPAR afirmou que a medida assegura as condições mínimas indispensáveis para preservar os princípios de segurança operacional.

A Eletronuclear é a responsável pela operação das usinas termonucleares Angra 1 e Angra 2. As instalações possuem capacidades de 640 MW (megawatts) e 1.350 MW, respectivamente, e ambas estão conectadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

O conjunto das usinas responde por cerca de 3% da energia elétrica consumida no país. O impasse ocorre em um momento de discussões sobre as cláusulas do acordo coletivo que rege os profissionais da estatal.

Apesar da paralisação, os trabalhadores afirmaram estar abertos a novas rodadas de negociação com a diretoria da companhia. O sindicato ressaltou que o diálogo deve ser conduzido de forma séria e capaz de produzir uma solução para o impasse atual.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.