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Economia

Hotel em Oiapoque arrenda 60% dos quartos para a Petrobras com foco em petróleo

Estabelecimento em cidade fronteira do Amapá prepara estrutura para atender funcionários e técnicos da estatal na Margem Equatorial.

Por Redação Diário Local

O Hotel La Villa Morena, localizado em Oiapoque, no Amapá, arrendou 60% de seus dormitórios para a Petrobras para atender à demanda de técnicos, funcionários e prestadores de serviço da estatal. A medida acompanha as expectativas de exploração de petróleo na Margem Equatorial, que tem transformado o município de fronteira em um polo de atração econômica na região norte.

Com 37 quartos e capacidade para até 120 hóspedes, o estabelecimento comercial mantém a propriedade com a empresária Simone Aviz, mas garante à Petrobras o direito de utilização da parcela arrendada. A parceria reflete o crescimento do setor de serviços diante da atividade petrolífera na costa do estado.

A estrutura do hotel passou por processos de inspeção para garantir a segurança necessária à hospedagem de profissionais da estatal. Segundo a proprietária, o estabelecimento participou de quatro exercícios simulados de emergência realizados pela Petrobras em 2025.

Durante esses simulados, o hotel permanece fechado para o público geral para testar a capacidade de resposta da empresa em situações como vazamentos. As atividades envolvem a mobilização rápida de profissionais de outros estados para testar protocolos de segurança.

O movimento econômico gerado pela Petrobras também impactou a contratação de mão de obra local. Atualmente, o hotel conta com 18 funcionários efetivos, número que chega a dobrar durante os períodos de exercícios de simulação.

Além da hotelaria, a atividade petrolífera tem gerado oportunidades para outros setores em Oiapoque. De acordo com a empresária, o Sebrae tem atuado com uma equipe de apoio para auxiliar pequenos negócios que desejam se tornar fornecedores da estatal.

Expectativas de infraestrutura e logística

A expansão da exploração de petróleo na região traz expectativas de melhorias na infraestrutura de transportes do Amapá. Atualmente, o acesso terrestre a Oiapoque é feito por uma estrada de aproximadamente 600 km a partir de Macapá, capital do estado, sendo que 110 km desse trajeto ainda não são asfaltados.

A proprietária do hotel aponta que o asfaltamento total da via e a possibilidade de voos comerciais no aeroporto local seriam divisores de águas para o comércio. O aeroporto do município possui, hoje, uso restrito para as operações da Petrobras, sem oferta de voos comerciais.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.