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Economia

Ibovespa e dólar reabrem com novas referências após queda acentuada na Bolsa

Índice perdeu 18,12% em cinco dias e se aproxima de suportes entre 164 mil e 160 mil pontos, enquanto dólar futuro busca resistências.

Por Redação Diário Local

O mercado brasileiro reabre nesta terça-feira (3) com referências técnicas distintas das observadas antes do segundo turno das eleições. Após cinco pregões de queda, o Ibovespa registrou recuo de 18,12%, saindo de uma região acima de 200 mil pontos para 167.922 pontos.

A sequência de cinco sessões consecutivas de baixa deixou o índice cerca de 42 mil pontos abaixo de sua máxima histórica de 209.713 pontos. O movimento resultou em uma perda de aproximadamente R$ 963 bilhões em valor de mercado para as empresas listadas na B3.

No câmbio, o movimento ocorreu na direção oposta. O dólar futuro encerrou a última semana aos 5.470 pontos, com alta de 9,99%, enquanto o dólar à vista terminou próximo de R$ 5,44, acumulando valorização superior a 9%.

Quais são os próximos níveis do Ibovespa?

Com o rompimento de suportes anteriores, como os de 200 mil e 189.487 pontos, o foco do Ibovespa passa para novas zonas decisivas. A região entre 164 mil e 160 mil pontos surge como o principal suporte para o índice.

Analistas da Clear projetam que, após o fechamento abaixo dos 168 mil pontos, o índice pode buscar a faixa entre 164,8 mil e 159 mil pontos. Caso o patamar de 164.835 pontos seja perdido, abrem-se espaços para referências entre 157 mil e 153 mil pontos.

Para uma recuperação mais consistente, o Ibovespa precisaria retomar as médias móveis e superar a região de 185.565 pontos. Acima desse nível, as resistências aparecem em 189.487, 203.050 e 209.713 pontos.

Como está o comportamento do dólar?

O dólar futuro rompeu a estrutura de baixa que predominava até então e encerrou a última semana próximo da máxima de 5.494 pontos. O movimento levou o contrato para longe das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos.

Para manter a tendência de alta, o dólar futuro precisa superar o nível de 5.494 pontos. Acima desse patamar, as próximas resistências aparecem em 5.614 e 5.699,5 pontos.

No sentido contrário, uma correção pode ganhar força caso ocorra a perda dos níveis de 5.310 e 5.266 pontos. Abaixo dessas regiões, os suportes estão situados em 5.154 e 5.116,5 pontos, podendo chegar à mínima anual de 4.910 pontos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.