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Economia

Improvisação e ineficiência custam entre 12% e 13% do PIB brasileiro, aponta análise

Cultura de improviso eleva custos logísticos e compromete a produtividade do trabalho em comparação a países emergentes.

Por Redação Diário Local

A cultura da improvisação no Brasil, embora muitas vezes celebrada como criatividade, atua como um sintoma de ineficiência estrutural que eleva custos e reduz a competitividade. O impacto é visível nos indicadores econômicos, com o custo logístico nacional situando-se entre 12% e 13% do Produto Interno Bruto (PIB).

O desempenho logístico do país também é monitorado por indicadores internacionais. De acordo com o Banco Mundial, o Brasil apresenta resultados abaixo de diversos países emergentes no Logistics Performance Index (LPI), refletindo dificuldades em infraestrutura e na qualidade dos serviços.

A discrepância em relação a economias mais eficientes, onde o custo logístico costuma ficar abaixo de 9%, representa um impacto de dezenas de bilhões de reais anuais devido à falta de previsibilidade e processos claros.

Por que a improvisação prejudica a economia?

A prática constante de soluções emergenciais em vez de decisões estratégicas corrói dois ativos fundamentais: a confiança e a eficiência. Investidores e parceiros passam a operar com margens de risco maiores diante da falta de planejamento e de dados confiáveis.

No campo da eficiência, recursos que poderiam ser destinados à geração de valor acabam sendo desviados para a correção de falhas operacionais. Esse ciclo de "apagar incêndios" impede que as organizações invistam em inteligência operacional e gestão de riscos.

A produtividade do trabalho também é afetada. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o crescimento da produtividade no Brasil ocorre em ritmo inferior ao de países comparáveis há décadas, reflexo de entraves como a complexidade tributária.

Quais são os principais gargalos estruturais?

Além da logística, o ambiente de negócios brasileiro é marcado pelo excesso de burocracia. Levantamentos internacionais indicam que o tempo médio gasto por empresas para cumprir obrigações tributárias supera as 1.400 horas anuais.

Essa carga de conformidade, somada à instabilidade regulatória, força as empresas a adotarem a improvisação como uma regra de sobrevivência, o que compromete a eficiência sistêmica do país.

Para superar esse cenário, especialistas defendem que o planejamento e a governança devem ser vistos como instrumentos de proteção estratégica e não como excesso de formalidade, permitindo que a inovação ocorra sobre uma base sólida e previsível.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.