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Saneamento

Investimentos em saneamento básico crescem 51% após implementação do Marco Legal, aponta estudo

Setor projeta R$ 58,4 bilhões em novos projetos para ampliar atendimento a 18 milhões de pessoas, diz Instituto Trata Brasil.

Por Davy Albuquerque

O setor de saneamento básico no Brasil projeta um aporte de R$ 58,4 bilhões em novos investimentos por meio de leilões, parcerias e concessões. A estimativa faz parte do estudo Avanços do Marco Legal do Saneamento Básico no Brasil 2026, divulgado nesta quarta-feira (15) pelo Instituto Trata Brasil e pela GO Associados.

Os projetos em estruturação pretendem alcançar mais de 18 milhões de pessoas em 625 municípios. O objetivo é fortalecer a segurança jurídica e a regionalização dos serviços, seguindo as diretrizes estabelecidas pelo Marco Legal do Saneamento.

Desde a aprovação do marco regulatório, o volume anual de investimentos no setor apresentou um crescimento de 51%. No entanto, o montante aplicado ainda é inferior ao que é recomendado para atingir a universalização completa dos serviços.

Segundo o Plano Nacional de Saneamento Básico, o país precisaria investir cerca de R$ 225 por habitante ao ano para garantir o atendimento total. Atualmente, o cenário ainda apresenta lacunas críticas: 15,9% da população brasileira não possui acesso à água potável e 43,3% não conta com coleta de esgoto.

Distribuição regional de recursos

No período entre 2020 e 2024, o total de investimentos acumulados no Brasil foi de R$ 112,6 bilhões. A macrorregião Sudeste concentrou a maior parte desses recursos, com desembolsos somando R$ 57,3 bilhões.

Dentro do Sudeste, o estado de São Paulo liderou o ranking de investimentos entre as unidades da federação, registrando R$ 34,6 bilhões aplicados no setor durante os últimos cinco anos.

Em oposição ao Sudeste, a macrorregião Norte registrou o menor volume de recursos aplicados no período, totalizando R$ 5,3 bilhões. A região também é apontada como a que possui os piores indicadores de atendimento de saneamento no país.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.