Kroger anuncia corte de 3 mil cargos corporativos para investir em inteligência artificial
Maior rede de supermercados dos EUA reduz 37% do quadro corporativo para buscar eficiência operacional e tecnologia.
Por Redação Diário Local
A Kroger, maior rede de supermercados dos Estados Unidos, anunciou um plano para eliminar cerca de 3 mil cargos em sua estrutura corporativa ao longo dos próximos três anos. A decisão busca ampliar os investimentos em tecnologia e aumentar a eficiência operacional da companhia.
A medida foi comunicada pelo presidente-executivo da empresa, Greg Foran, por meio de um memorando enviado aos funcionários na segunda-feira (12). A redução de postos de trabalho foca exclusivamente na área administrativa, não atingindo diretamente os funcionários que atuam nas lojas.
Considerando o quadro de aproximadamente 8,2 mil funcionários de escritório da rede, o corte representa cerca de 37% desses cargos. Segundo o comunicado, a estratégia visa simplificar a estrutura, diminuir a repetição de tarefas e reduzir despesas operacionais.
Como a tecnologia será aplicada?
Acompanhando a reorganização, a Kroger tem investido na expansão do uso da inteligência artificial (IA). A companhia criou o cargo de diretor de dados e inteligência artificial e oferece treinamentos na área para mais de 400 mil funcionários.
A empresa desenvolve assistentes de inteligência artificial para auxiliar as equipes das unidades na organização das atividades diárias e na distribuição de tarefas. O objetivo é tornar os processos nas lojas mais ágeis e eficientes.
De acordo com a direção da empresa, os recursos economizados com a redução do quadro corporativo devem ser direcionados para o investimento nos funcionários das lojas e para a redução dos preços oferecidos aos consumidores.
Cenário de automação no Brasil
Enquanto a rede norte-americana foca na reestruturação corporativa, o setor de supermercados no Brasil avança na automação das operações de loja. Em Curitiba, o Grupo Muffato inaugurou, na quarta-feira (21), uma unidade que opera sem caixas tradicionais.
O modelo utiliza 587 câmeras e sensores nas prateleiras para registrar os produtos retirados pelos clientes, automatizando o processo de compra. No entanto, o mercado brasileiro apresenta um contexto diferente, com dificuldades para preencher vagas de emprego.
A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) estima que existam cerca de 357 mil postos de trabalho em aberto no país. Em São Paulo, a função de operador de caixa é uma das que apresenta o maior número de vagas não preenchidas.
