Posts contra Lula permanecem no ar após ordem de remoção do ministro Kassio Nunes Marques
Dezoito das 20 publicações alvo de decisão do ministro Kassio Nunes Marques continuavam disponíveis nas redes sociais após o prazo de três horas.
Por Redação Diário Local
Dezoito das 20 publicações contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva continuavam disponíveis nas redes sociais nesta quarta-feira (21), mesmo após o encerramento do prazo de três horas estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A determinação de remoção foi publicada pelo ministro Kassio Nunes Marques, presidente da Corte, às 18h30 desta quarta-feira (21).
A ordem judicial abrange conteúdos publicados no Instagram, no X e no TikTok. A medida atende a um pedido liminar da Federação de Lula, que apontou uma rede de perfis utilizando vídeos e montagens produzidos com inteligência artificial (IA) para desqualificar a imagem do presidente brasileiro.
O que diz a decisão do TSE
A decisão do ministro Kassio Nunes Marques também proibiu o senador Flávio Bolsonaro (PL) e os deputados federais Mário Frias (PL-SP), Gustavo Gayer (PL-GO) e Gilvan da Federal (PL-ES) de republicar, reproduzir ou impulsionar os conteúdos removidos ou materiais equivalentes aos analisados pela Justiça.
Apesar de determinar a retirada das 20 publicações, o ministro rejeitou o pedido para a exclusão integral dos perfis envolvidos. Segundo o magistrado, a retirada total das contas poderia impedir que os responsáveis realizassem futuras manifestações permitidas pela liberdade de expressão.
Por outro lado, o TSE determinou que o Instagram e o TikTok forneçam, em até cinco dias e sob sigilo, os dados cadastrais dos responsáveis pelos perfis e pelas contas que criaram os áudios. As plataformas também foram orientadas a preservar os registros de conexão e de acesso pelo período de 180 dias.
Conteúdos alvo da remoção
Segundo a representação apresentada pela federação, a rede identificada possuía pelo menos 31 perfis e somava mais de 1,4 milhão de seguidores. As contas utilizavam recursos de publicação colaborativa para divulgar materiais que eram posteriormente amplificados por parlamentares e figuras públicas.
Entre os materiais citados na decisão está um vídeo publicado por Flávio Bolsonaro no X, produzido com inteligência artificial, que simulava uma reunião de Lula com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na montagem, o presidente brasileiro pedia que facções criminosas não fossem classificadas como organizações terroristas.
A decisão também alcança animações que retratam Lula roubando a taça da Copa do Mundo, imagens de um caixão sugerindo a morte do presidente, publicações com acusações de crimes e quatro faixas de áudio no TikTok que continham ofensas contra o presidente.
