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Mercado Imobiliário

Antiga sede nacional dos Correios no Centro do Rio não recebe propostas em leilão

O histórico edifício da Rua Primeiro de Março foi ofertado pelo Governo Federal com lance inicial de R$ 53,5 milhões.

Por Redação Diário Local

O histórico edifício que funcionou como sede nacional do Correio Geral, no Centro do Rio de Janeiro, não recebeu nenhuma proposta durante o leilão realizado na quinta-feira (30). O imóvel, situado na Rua Primeiro de Março, foi ofertado pelo Governo Federal com um lance inicial de R$ 53,5 milhões.

A ausência de interessados na primeira rodada de lances pode levar a estatal a realizar novos certames para a venda do patrimônio. De acordo com as regras do edital, o edifício poderá ser novamente ofertado em uma terceira etapa, momento em que o valor mínimo de venda poderá ser reduzido para R$ 47,7 milhões.

A venda do prédio faz parte de um plano de reestruturação patrimonial dos Correios para gerar recursos diante do desequilíbrio financeiro enfrentado pela instituição. Além da alienação de imóveis, a estatal anunciou outras medidas de ajuste, como a contratação de empréstimos, o encerramento de unidades deficitárias e a revisão de contratos.

Erguido em 1878, durante o reinado de Dom Pedro II, o imóvel foi projetado para concentrar os serviços postais brasileiros e é considerado o primeiro grande edifício do país construído especificamente para essa finalidade. Com projeto atribuído ao engenheiro e arquiteto Antônio de Paula Freitas, a construção conta com cinco pavimentos.

O edifício possui cerca de 9.060 metros quadrados de área construída em um terreno de 1.585 metros quadrados. Ele ocupa um quarteirão completo na Praça XV, delimitado pelas ruas Primeiro de Março, do Rosário, Visconde de Itaboraí e pela Travessa Tocantins, em uma localização próxima ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).

Embora o valor de partida do leilão tenha sido de R$ 53,5 milhões, avaliações de mercado realizadas anteriormente apontaram que o valor do imóvel poderia não ultrapassar R$ 40 milhões. Essa análise levou em conta o perfil histórico da construção, as limitações para intervenções no prédio e o cenário do mercado imobiliário no Centro do Rio.

Sobre a situação documental, o edital informa que o prédio não possui débitos de IPTU inscritos em dívida ativa. No entanto, o documento ressalta que existem divergências entre as áreas registradas no cadastro municipal e as que constam no registro imobiliário.

A regularização dessas inconsistências de metragem ficará sob responsabilidade do futuro comprador. O imóvel é considerado um dos principais símbolos da trajetória dos serviços postais no Brasil, tendo acompanhado mudanças históricas desde o Império até a era digital.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.