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Economia

CEO da Mercedes prevê que disputa de preços na China deve durar anos

Presidente da montadora afirma que marcas chinesas investem pesado para disputar o mercado de luxo no país asiático.

Por Redação Diário Local

O presidente-executivo da Mercedes-Benz, Ola Källenius, afirmou que a intensa disputa de preços no mercado automotivo chinês deve permanecer por muitos anos. Segundo o executivo, fabricantes locais estão investindo volumes massivos de capital para entrar no segmento de veículos de luxo e competir com modelos tradicionais da marca alemã, como o Classe S e o G-Wagon.

As declarações foram feitas por Källenius durante um evento realizado na Finlândia. O CEO classificou o cenário de competição na China como uma "nova realidade" e indicou que não acredita que essa intensidade de mercado vá desaparecer em breve.

O setor de veículos elétricos no maior mercado automotivo do mundo tem sido dominado por fabricantes chinesas, lideradas pela BYD. A disputa é caracterizada por lançamentos rápidos e sucessivos de novos modelos, o que tem gerado uma guerra de preços que impacta não apenas a Mercedes, mas também marcas como Porsche, BMW e a divisão Audi, da Volkswagen.

Além da pressão competitiva, o mercado de luxo na China enfrenta uma retração devido a uma crise imobiliária prolongada no país, que afetou a compra de bens de alto valor. Apesar disso, Källenius ressaltou que a Mercedes ainda mantém o domínio no segmento premium, que inclui também os modelos esportivos da linha AMG.

Para tentar recuperar o volume de vendas, a montadora anunciou o lançamento do novo GLA, um SUV compacto focado na parte de entrada da linha. O modelo chega para servir como um teste estratégico: a empresa busca retomar o crescimento sem comprometer a rentabilidade do negócio.

O novo GLA terá diferentes opções de motorização, incluindo uma versão totalmente elétrica que oferece autonomia de até 657 quilômetros. Na Alemanha, as encomendas para o modelo devem começar nesta quinta-feira (26), com preços partindo de cerca de 48.600 euros.

A movimentação ocorre após a Mercedes registrar uma queda de 30% nas vendas na China durante o segundo trimestre. O executivo ponderou, no entanto, que o desempenho da marca acompanhou a retração geral do mercado automotivo chinês e afirmou que a gestão de preços no país está sendo feita de forma cuidadosa e responsável.

No médio prazo, a Mercedes tem como meta voltar a vender cerca de 2 milhões de veículos por ano, superando as 1,8 milhão de unidades comercializadas no ano passado. Para sustentar os retornos financeiros, a companhia também prometeu novos cortes de custos, com foco especial na Alemanha.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.