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Economia

Minério de ferro registra alta na Bolsa de Dalian pela terceira sessão seguida

Contratos futuros subiram impulsionados por ameaça de greve na Austrália e tensões comerciais entre China e Rio Tinto.

Por Redação Diário Local

Os contratos futuros de minério de ferro subiram na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE), na China, pela terceira sessão consecutiva nesta sexta-feira (26). A alta foi impulsionada pela perspectiva de redução na oferta global do metal, motivada por uma greve iminente na Austrália e por tensões comerciais envolvendo a Rio Tinto.

O contrato de minério de ferro para setembro mais negociado em Dalian subiu 0,35%, chegando a 716,5 iuanes (US$ 106,19) por tonelada. Apesar da valorização no dia, o índice registrou uma queda de 0,35% no acumulado da semana.

Em outro mercado, a referência para setembro na Bolsa de Cingapura apresentou comportamento diferente, registrando queda de 0,74%, para US$ 95,4 por tonelada. O recuo na bolsa de Cingapura representa uma perda de 0,5% na semana.

Por que o preço subiu?

Um dos principais fatores de pressão nos preços é a paralisação prevista para as operações da mineradora BHP em Port Hedland, na Austrália Ocidental. De acordo com um porta-voz de um sindicato, uma greve de dois dias deve ocorrer neste fim de semana (27 e 28).

A paralisação ocorre apesar do avanço recente nas negociações entre a mineradora e os sindicatos. A interrupção é considerada relevante, já que Port Hedland é o maior centro de exportação de minério do mundo, por onde a BHP embarca cerca de US$ 80 milhões da commodity diariamente.

Outro ponto de tensão refere-se às negociações de compra da China com a Rio Tinto. Fontes informaram que uma compradora estatal chinesa instruiu siderúrgicas a suspenderem as negociações com a produtora para remessas a partir de setembro.

O movimento aumenta a pressão sobre a Rio Tinto durante o período de negociações anuais de fornecimento. O cenário de incerteza comercial contribui para o ajuste nos contratos futuros na Bolsa de Dalian.

Sinais de baixa demanda

Apesar dos fatores que favorecem a alta, os ganhos em Dalian foram limitados por sinais de enfraquecimento na demanda por aço. Dados da Associação Chinesa de Ferro e Aço mostram que a produção de ferro-gusa nas principais siderúrgicas do país caiu 4,7% no final de julho.

A média diária de produção ficou em 1,75 milhão de toneladas, comparada ao período de 10 dias anterior. O volume reflete o ritmo de consumo do setor industrial chinês.

De acordo com dados da consultoria Mysteel, a oferta dos cinco principais produtos siderúrgicos também recuou 1,5% em relação à semana passada, totalizando 8,06 milhões de toneladas. Simultaneamente, os estoques do setor subiram 1,1%, atingindo 16,53 milhões de toneladas.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.