Minidólar encerra última sessão em alta de 0,46% e busca recuperação técnica
Contratos com vencimento em outubro fecharam aos 5.156 pontos após dados de emprego nos EUA impulsionarem a moeda.
Por Redação Diário Local
Os contratos de minidólar com vencimento em outubro encerraram a última sessão de negociação em alta de 0,46%, cotados a 5.156 pontos. O movimento acompanha a valorização do dólar à vista, que fechou a sexta-feira (04) para cima 0,50%, a R$ 5,1296.
A subida da moeda ocorre como reação aos dados de emprego nos Estados Unidos. Segundo o relatório do payroll, foram criadas 162 mil vagas de trabalho no país, número que superou significativamente a expectativa do mercado, que era de 56 mil vagas.
Mesmo com o desempenho positivo na última sessão, o dólar acumulou uma queda de 1,28% ao longo da semana. No cenário doméstico, o mercado também monitora o impacto do ambiente político sobre o câmbio, após pesquisa do Datafolha indicar um empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Para os operadores de minidólar, o foco deve permanecer na continuidade do impacto do payroll e nas movimentações políticas brasileiras. A disputa entre a força externa da moeda e o cenário eleitoral deve ditar se o contrato sustenta a recuperação ou retoma a pressão de venda.
O que esperar do movimento técnico do minidólar?
Na análise do gráfico de 15 minutos, o minidólar apresentou fluxo positivo e fechou acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. Essa configuração indica uma recuperação da força compradora no curtíssimo prazo, mas o movimento depende do rompimento de resistências próximas.
Para prolongar a alta, é necessária a entrada de volume comprador para superar as resistências em 5.161,5 e 5.171 pontos. Caso isso ocorra, o contrato pode avançar em direção aos níveis de 5.199 e 5.224, podendo testar resistências mais longas em 5.235,5 e 5.257,5.
No sentido oposto, uma retomada da pressão vendedora pode ocorrer caso o ativo perca o suporte em 5.145 e 5.129,5. Se esse intervalo for rompido, o minidólar poderá buscar as regiões de 5.101 e 5.091, com alvos mais distantes em 5.065,5 e 5.052,5.
No gráfico de 60 minutos, o cenário reforça a tentativa de recuperação, com o ativo negociando acima das médias móveis. Para dar sequência ao movimento, o contrato deverá superar inicialmente os patamares de 5.171 e 5.194,5, podendo atingir 5.224 ou 5.257,5.
Já no gráfico diário, o avanço é visto como uma tentativa de recuperação dentro de uma estrutura técnica que ainda é considerada fragilizada, pois o contrato opera abaixo das médias móveis. A confirmação da alta no longo prazo exige o rompimento das resistências entre 5.206 e 5.235,5.
Caso o movimento de alta se consolide, o ativo poderá buscar os patamares de 5.277 e até 5.342. Por outro lado, se a trajetória de baixa retornar, os suportes monitorados estão nas regiões de 5.129,5, 5.100 e, em um movimento mais intenso, na faixa de 5.050.
