Ministro da Fazenda afirma que não vê objeção a parcerias privadas nos Correios
Dario Durigan reconhece dificuldades financeiras da estatal e avalia modelos de joint ventures para reestruturação.
Por Redação Diário Local
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (6) que não vê objeção em discutir parcerias com a iniciativa privada para os Correios como parte da reestruturação da estatal. O chefe da equipe econômica reconheceu que a empresa enfrenta dificuldades financeiras e defendeu a busca por novos modelos de atuação para recuperar a sustentabilidade da companhia.
Durante entrevista, Durigan explicou que a estatal passa por um desafio estrutural causado pela queda no volume de cartas e correspondências físicas em comparação ao passado. Ele ressaltou, no entanto, que o problema não se trata de uma situação generalizada entre todas as empresas públicas federais.
Como o governo pretende recuperar a estatal?
Para dar fôlego financeiro aos Correios, o governo articulou um empréstimo com bancos privados. Segundo o ministro, a empresa apresentou um plano para melhorar sua situação financeira e a equipe econômica acompanha esse processo desde o ano passado.
Durigan mencionou que não vê impedimentos para a segmentação de atividades ou a realização de joint ventures, que são parcerias com empresas do setor privado. Ele afirmou que o atual presidente dos Correios, Emmanoel Schmidt Rondon, tem buscado esse tipo de modelo de negócio.
O ministro reforçou que, caso sejam necessários novos financiamentos para viabilizar investimentos, venda de ativos ou parcerias, o objetivo central deve ser a recuperação da capacidade operacional e financeira da empresa.
Foco na saúde fiscal e resultados
A orientação do Ministério da Fazenda, segundo o ministro, é que todas as empresas estatais apresentem bons desempenhos financeiros para contribuir com a sustentabilidade das contas públicas. Durigan manifestou preocupação com empresas públicas que não entregam resultados fiscais positivos.
Apesar de abrir caminho para as parcerias com a iniciativa privada, o ministro da Fazenda não defendeu a privatização dos Correios. A prioridade declarada é adaptar o modelo de negócios da estatal às mudanças do mercado postal e garantir sua saúde financeira.
