Pedágio da BR-381 em Minas Gerais tem reajuste de 4,1% nesta quinta-feira (6)
Tarifas das cinco praças administradas pela concessionária Nova 381 sob o trecho entre Caeté e Governador Valadares passam a ser maiores nesta quinta-feira (6).
Por Redação Diário Local
Os motoristas que circulam pela BR-381, em Minas Gerais, passam a pagar valores atualizados nos pedágios a partir desta quinta-feira (6). O reajuste médio de 4,1% incide sobre as cinco praças custeadas pela concessionária Nova 381, que administra o trecho entre Caeté e Governador Valadares.
A atualização tarifária foi aprovada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e fundamenta-se na inflação acumulada entre julho de 2025 e junho de 2026. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que serviu como base de cálculo, registrou 4,37% no período.
Apesar do índice de inflação registrado, o aumento final para o usuário ficou abaixo da variação oficial. Isso ocorreu devido a mecanismos previstos no contrato de concessão que atuaram para reduzir o impacto do reajuste nas tarifas.
Novas tarifas para veículos leves
Para automóveis, caminhonetes e furgões, os novos valores estabelecidos são: R$ 16,20 na praça de Caeté; R$ 15,70 em Jaguaraçu; R$ 13,40 em João Monlevade; R$ 13,20 em Governador Valadares e R$ 12,60 em Belo Oriente.
Já para caminhões, ônibus e outros veículos de carga, não há um valor fixo por categoria de carro. O custo para esses transportadores continua sendo calculado de acordo com o número de eixos e os multiplicadores determinados no contrato de concessão da rodovia.
Entenda o papel do Fator C
O reajuste foi influenciado pelo chamado Fator C, um mecanismo de reequilíbrio financeiro utilizado pela ANTT para ajustar a Tarifa Básica de Pedágio. O dispositivo serve para adequar os preços com base nas variações de receitas e nas verbas que a concessionária utilizou ou arrecadou durante o ano.
Neste ciclo, a agência aplicou o Fator C com efeito redutor. Segundo a ANTT, isso acontece quando a concessionária acumula saldos positivos ou deixa de gastar verbas obrigatórias, permitindo que esse montante seja revertido em desconto para o consumidor final.
A ANTT ressaltou ainda que a revisão ordinária é essencial para garantir o equilíbrio econômico-financeiro da concessão. Além da atualização inflacionária, a agência avalia se as obrigações contratuais estão sendo cumpridas e informou que pedidos da concessionária sem respaldo técnico ou jurídico foram indeferidos.
