Moradores de São Caetano vivem 16 anos a mais que os de Francisco Morato, mostra estudo
Primeiro Mapa da Desigualdade da Grande São Paulo aponta que a idade média ao morrer em São Caetano é de 76 anos, contra 60 em Francisco Morato.
Por Redação Diário Local
A diferença entre viver em uma cidade ou outra na Grande São Paulo pode representar um intervalo de 16 anos de vida. O dado é parte do primeiro Mapa da Desigualdade da região metropolitana de São Paulo, apresentado nesta quinta-feira (6).
Segundo o estudo, a idade média ao morrer em São Caetano do Sul é de 76 anos. Já em Francisco Morato, a média de longevidade é de 60 anos, a menor registrada entre os municípios da região metropolitana.
O levantamento, produzido pela Rede Nossa São Paulo e pelo Instituto Cidades Sustentáveis, utiliza 40 indicadores para mapear a qualidade de vida em 39 cidades. A análise abrange setores como saúde, educação, habitação, segurança pública, mobilidade, infraestrutura, meio ambiente, cultura e renda.
Para chegar aos resultados, os pesquisadores utilizaram dados oficiais de órgãos como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), DataSUS, Inep e o Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa). O objetivo é subsidiar políticas públicas que busquem reduzir as disparidades regionais.
Ranking de desempenho das cidades
Na classificação geral do mapa, São Caetano do Sul lidera o ranking com 29 pontos. O município é seguido por Santana de Parnaíba, Ribeirão Pires, Vargem Grande Paulista e Poá, que ocupam as primeiras posições do estudo.
Na outra extremidade do levantamento, Francisco Morato figura entre as cidades com pior desempenho, ocupando a penúltima colocação. Pirapora do Bom Jesus, Juquitiba, Itapecerica da Serra e Embu das Artes também aparecem no grupo de menor pontuação.
A capital paulista, São Paulo, ocupa a 16ª posição no ranking geral. Os organizadores do estudo destacam que o mapa evidencia como cidades vizinhas, que compartilham a mesma dinâmica econômica e fluxos de deslocamento, apresentam realidades distintas no acesso a direitos básicos.
O mapeamento busca mostrar como a localização geográfica afeta o acesso a serviços essenciais para os mais de 21 milhões de habitantes da região metropolitana. O estudo aponta que a distância entre os municípios de maior e menor longevidade é um dos reflexos mais contundentes das desigualdades metropolitanas.
