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Pesquisa aponta que 45% dos brasileiros culpam família Bolsonaro por tarifas dos EUA

Levantamento da AtlasIntel/Bloomberg indica que 45,4% dos entrevistados consideram a família Bolsonaro responsável pelas tarifas americanas.

Por Redação Diário Local

Para 45,4% dos entrevistados, a família Bolsonaro é a principal responsável pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre a importação de produtos brasileiros. O dado faz parte de um levantamento da AtlasIntel/Bloomberg divulgado nesta sexta-feira (31).

O estudo indica ainda que 41,5% dos participantes consideram o governo Lula como o principal responsável pelas taxas americanas. As tarifas em questão incluem uma de 25%, anunciada em 15 de julho, e outra de 12,5%, anunciada em 23 de julho.

A pesquisa ouviu 5.021 pessoas, com idades entre 16 e mais de 60 anos, no período de 22 a 27 de julho de 2026. O levantamento possui margem de erro de 1 ponto percentual e grau de confiança de 95%.

Negociações e visão sobre o governo americano

O levantamento também questionou a opinião dos brasileiros sobre a fala do Secretário de Estado americano, Marco Rubio. O diplomata afirmou que as tarifas de 25% foram aplicadas porque o governo Lula não negociou com os EUA de boa-fé.

Sobre essa declaração, 47,9% dos entrevistados discordam de Rubio, defendendo que o Brasil negociou de boa-fé, mas os Estados Unidos não teriam interesse real no acordo. Já 46,1% dos respondentes concordam com a visão do secretário americano de que não houve negociação de boa-fé.

A pesquisa contextualiza que, na quinta-feira (30), o governo Lula registrou uma reclamação na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as medidas tarifárias impostas pelos EUA.

Postura diante das exigências de Trump

Sobre as exigências feitas pelo governo de Donald Trump para a redução das tarifas, a maioria dos brasileiros manifestou o desejo de não abrir concessões. No tema do Pix, 71% afirmaram que o governo não deveria incluir o sistema nas negociações, enquanto 15% disseram que deveria ceder.

Em relação ao etanol americano, 58% dos entrevistados defendem que o Brasil não deve zerar as tarifas para o produto, contra 26% que são favoráveis à concessão. Para os setores automotivo, químico e aeroespacial, 55% posicionaram-se contra a redução de tarifas para empresas americanas.

Por fim, no que diz respeito à regulamentação de plataformas digitais americanas, o índice de resistência foi de 51%, enquanto 40% dos brasileiros acreditam que o país deve ceder às exigências para evitar as tarifas.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.