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Economia

Petróleo Brent supera US$ 100 com alta de 6,30% e tensões no Oriente Médio

O barril operou em alta de 6,30% nesta quinta-feira (23) devido ao risco de interrupção do fluxo no estreito de Ormuz.

Por Redação Diário Local

O preço do barril de petróleo Brent voltou a superar a marca de US$ 100 nesta quinta-feira (23). O valor, registrado em contratos futuros, representa o maior patamar desde o fim de maio, quando as tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã atingiram o ápice devido ao conflito no Oriente Médio.

A alta do indicador foi de 6,30% no dia, com o preço sendo registrado às 10h41. O movimento foi impulsionado pela retomada das tensões na região, após ações envolvendo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o regime iraniano, o que evidencia a dificuldade de se alcançar um acordo de paz.

O cenário aumenta o temor de uma interrupção no fluxo de petróleo pelo estreito de Ormuz. A rota marítima é responsável por cerca de 20% do transporte global da commodity, e qualquer ameaça ao tráfego na região pressiona os preços internacionais devido ao risco de redução da oferta.

O Irã busca utilizar a possibilidade de restringir a navegação no estreito para ampliar seu poder de barganha no conflito regional. Como o país controla a principal rota de exportação de petróleo do Golfo Pérsico, ele possui capacidade de influenciar o fluxo global e elevar custos econômicos para adversários.

Mesmo sem um bloqueio efetivo, a simples possibilidade de interrupção do tráfego costuma elevar os prêmios de risco, encarecer fretes e seguros marítimos, além de provocar alta nas cotações internacionais. O ambiente de incerteza faz com que os preços oscilem rapidamente conforme o mercado reage a ações militares e declarações de autoridades.

O impacto no petróleo WTI

O petróleo WTI, que serve como referência para o mercado norte-americano, também acompanhou a tendência de alta. No mesmo horário, o contrato era negociado a US$ 91,49, registrando uma valorização de 5,39% no dia.

As negociações para reduzir as tensões no Oriente Médio seguem com sucessivos avanços e recuos. No entanto, as constantes ameaças e sinalizações de retaliação mantêm a percepção de risco elevada entre os investidores, incluindo o receio de novos embargos econômicos.

Riscos para a economia global

A possível redução da oferta internacional de energia pode elevar a inflação e dificultar o trabalho dos bancos centrais no processo de redução dos juros. Restrições no tráfego marítimo são vistas como um fator de pressão sobre a estabilidade econômica mundial.

Além disso, o encarecimento dos combustíveis tende a elevar os custos de transporte e de produção industrial. Esse efeito cascata de custos mais altos pode afetar diretamente o ritmo de crescimento econômico de diversos países ao redor do mundo.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.