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Competitividade

Custo da máquina pública faz Petrópolis cair 90 posições em ranking de competitividade

Município perdeu posições no item funcionamento da máquina pública, segundo levantamento do Centro de Liderança Pública.

Por Redação Diário Local

Petrópolis caiu 90 posições no Ranking de Competitividade dos Municípios, levantamento anual que mede a evolução de 423 cidades brasileiras com população acima de 80 mil habitantes. O declínio foi registrado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) e aponta perdas significativas em indicadores de gestão pública entre os dados de 2025 e 2026.

A maior queda de desempenho ocorreu no item “funcionamento da máquina pública”, no qual o município recuou 251 posições. Na mesma categoria, a avaliação sobre o custo da função administrativa apresentou queda de 334 posições, levando Petrópolis para o 408º lugar no país.

O setor legislativo também registrou recuo no ranking nacional. O custo da máquina legislativa caiu 210 posições, atingindo a 403ª colocação entre as cidades avaliadas pelo levantamento do CLP.

Quais áreas apresentaram avanços?

Apesar do desempenho negativo na gestão administrativa, o município avançou em dois indicadores específicos: saneamento e meio ambiente. No saneamento, Petrópolis subiu 44 posições e ocupa o 39º lugar no país; no meio ambiente, a cidade alcançou o 43º posto.

O avanço no saneamento é impulsionado, sobretudo, pelas perdas no faturamento de água, setor no qual o município detém o melhor índice do país. A cidade também registrou melhora no dinamismo econômico, subindo 39 posições para ocupar o 166º lugar nacional.

O resultado no dinamismo econômico reflete o crescimento do PIB per capita, que ocupa a 11ª posição no país. Contudo, o levantamento indica que esse avanço é reflexo de dados de 2023, período em que o município recebeu recursos integrais do ICMS, após passar por uma queda escalonada em 2024 devido a limitações financeiras.

Como o ranking é elaborado?

O levantamento é realizado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) por meio de um regime de pontuação. A metodologia utiliza o critério de normalização min-máx para agregar diferentes índices e padronizar os dados entre 0 e 100.

Esse processo de normalização linear mantém a dispersão original dos dados originais e é um método amplamente adotado em índices de referência, como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). O ranking permite monitorar a eficiência de gestão e o desenvolvimento de municípios de médio e grande porte no Brasil.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.