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Tecnologia

China endurece regras para carros autônomos e eleva custos para montadoras

Novas normas de segurança entram em vigor em 2027 e separam sistemas de assistência de direção autônoma real

Por Redação Diário Local

O governo da China estabeleceu novas normas de segurança para o setor de veículos inteligentes, com regras que deverão entrar em vigor em 2027. As medidas visam separar legalmente os sistemas de assistência ao motorista da direção autônoma completa, visando reduzir riscos e evitar confusão entre os consumidores.

A decisão ocorre após anos de expansão do mercado de veículos elétricos e inteligentes no país, marcados por inovações em inteligência artificial e disputas de marketing. Com o novo regulamento, as montadoras terão que seguir protocolos mais rígidos de testes e responsabilidade, impedindo que tecnologias de auxílio sejam comercializadas como autonomia total.

Como funcionará a classificação dos veículos?

Pelas novas regras chinesas, os níveis 1 e 2 de automação continuam sendo classificados como sistemas de assistência. Isso significa que o condutor deve permanecer no controle do veículo durante todo o trajeto. Esses recursos serão divididos em três categorias: sistema básico de faixa única, sistema básico de múltiplas faixas e sistema de assistência à navegação.

Uma mudança importante é a proibição de lançar softwares incompletos para correção posterior via atualizações remotas. Agora, antes da produção em massa, todos os sistemas deverão passar por testes de campo e certificação realizados por instituições independentes credenciadas pelo governo.

Os testes incluirão situações extremas, como condução em ambientes sem iluminação externa. Além disso, os veículos deverão monitorar continuamente a atenção do motorista e registrar dados de condução em tempo real para identificação de responsabilidades em caso de acidentes.

Quais são as exigências para a direção autônoma?

Para que um veículo seja classificado nos níveis 3 ou 4 — considerados direção autônoma — o sistema deve apresentar desempenho igual ou superior ao de um motorista humano qualificado. Uma exigência central é a "manobra de risco mínimo", uma função automática que age quando o sistema encontra situações fora de sua capacidade de gerenciamento.

No nível 3, o carro deve solicitar que o motorista reassuma o controle em situações críticas. Já no nível 4, o veículo deve ser capaz de alcançar uma posição segura sozinho, sem qualquer intervenção humana. As montadoras também precisarão informar claramente nos painéis do veículo quando o sistema de direção autônoma estiver ou não ativado.

Qual o impacto nos custos do setor?

A implementação das normas representa um novo patamar de gastos para as fabricantes. O desenvolvimento de infraestrutura, hardware e software para sistemas de nível 3 pode custar bilhões de yuans, o que deve aumentar a concentração de mercado entre as empresas com maior capacidade financeira.

Existe também um desafio de certificação. Atualmente, apenas cinco instituições estão credenciadas para certificar sistemas de direção automatizada na China, como o China Automotive Technology and Research Center. O aumento da demanda por essas certificações para modelos que visam o mercado de 2027 pode gerar filas nas instituições.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.