Prévia do PIB recua 0,6% em junho, mas registra avanço de 0,2% no trimestre
O IBC-Br apresentou queda mensal em junho, com recuo na indústria e nos serviços, mas manteve alta no acumulado do trimestre.
Por Redação Diário Local
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), indicador que monitora a prévia do Produto Interno Bruto (PIB), recuou 0,6% em junho na comparação com maio. Os dados foram divulgados pela autoridade monetária nesta segunda-feira (17).
A queda no desempenho mensal foi impulsionada pelos setores de indústria e serviços. A atividade industrial registrou recuo de 1,4%, enquanto o setor de serviços apresentou queda de 0,5% no período.
Em contrapartida ao desempenho negativo de outros setores, a agropecuária apresentou avanço de 1% em junho. No acumulado do trimestre, o índice manteve uma trajetória positiva, com expansão de 0,2%.
Na comparação anual, o cenário é de crescimento. O IBC-Br registrou elevação de 2,8% em relação a junho do ano passado e apresentou alta de 1,5% no acumulado de 12 meses.
No desempenho registrado ao longo do ano atual, o indicador também demonstrou expansão de 1,5%. O IBC-Br funciona como uma ferramenta de monitoramento que incorpora estimativas de crescimento dos setores agropecuário, industrial e de serviços.
O cálculo do índice utiliza o ajuste sazonal para permitir a comparação entre diferentes períodos. O indicador é uma das métricas utilizadas pelo Banco Central para subsidiar a definição da taxa básica de juros do país, a Selic (juros básicos).
O que é o IBC-Br e o PIB?
O IBC-Br é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), que representa a soma de todos os bens e serviços finais produzidos em um país. Enquanto uma alta no PIB indica crescimento econômico, um recuo aponta para o encolhimento da produção nacional.
As projeções para a economia brasileira em 2026 indicam possíveis desafios. Enquanto o governo projeta uma alta de 2,3%, o mercado financeiro, via Relatório Focus, mantém a expectativa de crescimento de 1,98%. Já o Banco Central espera alta de 2%, enquanto o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) projeta 1,6% para o período.
