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Economia

PRIO registra Ebitda de US$ 879 milhões no segundo trimestre e tem ações em alta nesta quarta-feira (5)

Petroleira apresenta forte geração de caixa e avanço operacional no segundo trimestre, impulsionado por preços do petróleo.

Por Redação Diário Local

A petroleira PRIO registrou um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado de US$ 879 milhões no segundo trimestre de 2026. O resultado, impulsionado pelo avanço operacional e pela forte geração de caixa, elevou as ações da companhia, que operavam em alta nesta quarta-feira (5).

Até as 12h40 desta quarta-feira (5), os papéis da empresa subiam 1,54%, sendo negociados a R$ 59,35. O desempenho financeiro foi favorecido pelo ambiente favorável para os preços do petróleo e pela evolução da produção em ativos da companhia.

O Itaú BBA classificou os números como positivos. Segundo o banco, o fluxo de caixa livre ao acionista (FCFE), antes das recompras de ações, somou US$ 440 milhões, superando a projeção de US$ 420 milhões feita pela instituição. Para o banco, a definição de uma política formal de dividendos segue como uma das principais expectativas dos investidores.

O Morgan Stanley avaliou que os resultados ficaram em linha com as expectativas de mercado. O banco destacou que a redução do custo de extração caiu 5% em relação ao trimestre anterior e 36% na comparação anual, beneficiada pelo aumento da produção de Wahoo. A expectativa do banco é que o ritmo de geração de caixa continue forte no segundo semestre de 2026.

O Goldman Sachs indicou que o foco dos investidores deve se voltar para a estratégia de alocação de capital. O banco projeta que a companhia pode encerrar 2026 com dívida líquida equivalente a cerca de uma vez o seu Ebitda. Esse nível de alavancagem abriria espaço para novas aquisições ou para uma remuneração mais robusta aos acionistas via dividendos e recompra de ações.

Como foi o desempenho operacional?

A produção de julho de 2026 registrou recorde de 196 mil barris por dia, alta de 10% em relação ao trimestre anterior. O crescimento foi impulsionado pelos campos de Frade, Albacora e Peregrino, conforme apontado por diversas análises do setor.

O JPMorgan detalhou que a produção total de julho atingiu 196,3 mil barris de óleo equivalente por dia. O volume representa uma alta de 10,2% na comparação mensal e está 14% acima da média registrada no segundo trimestre. O banco ressaltou que o desempenho foi impulsionado principalmente pelos campos Frade, Wahoo e Albacora.

Apesar do crescimento geral, o cluster Bravo apresentou uma queda pontual devido a uma parada temporária para manutenção. No entanto, o JPMorgan avaliou que a produção de julho ficou 1,3% acima da estimativa para o terceiro trimestre, reforçando uma visão positiva sobre a operação da companhia.

No mercado financeiro, as recomendações de compra para a PRIO foram reiteradas por diversas instituições, como Goldman Sachs, JPMorgan, Morgan Stanley e Itaú BBA. Já o Bradesco BBI manteve a classificação neutra e reduziu seu preço-alvo para R$ 56 por ação ao final de 2027.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.