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Reforma Tributária

Reforma Tributária pode mudar competitividade de empresas por meio de créditos de IBS e CBS

Nova lógica de não cumulatividade exige gestão integrada de dados e integração entre áreas de compras e fiscal para evitar prejuízos.

Por Redação Diário Local

A Reforma Tributária pode alterar a forma como empresas analisam custos e organizam operações devido à importância estratégica do crédito tributário. Com a implementação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a lógica de não cumulatividade busca evitar que o imposto se acumule nas etapas de produção e comercialização.

Na prática, o novo modelo prevê que os valores pagos em aquisições possam gerar créditos para compensação com os tributos devidos em operações seguintes, desde que as condições da legislação sejam atendidas. Essa mudança exige um acompanhamento mais rigoroso de informações fiscais, documentos e processos internos.

Como funciona o sistema de créditos?

O pilar da não cumulatividade estabelece que a incidência dos tributos ocorra sobre o valor adicionado em cada etapa da atividade econômica. Com o IBS e a CBS, a tendência é que a lógica de crédito seja mais ampla do que a observada no sistema atual, permitindo o aproveitamento de valores relacionados às aquisições feitas para o desenvolvimento da atividade econômica.

Essa nova dinâmica pode tornar a gestão tributária parte essencial das decisões empresariais. Antes de contratar um serviço ou escolher um fornecedor, as empresas poderão precisar avaliar não apenas o preço da operação, mas como ela será registrada e documentada para garantir o aproveitamento dos créditos.

Uma compra com valor de face menor pode não representar o menor custo total se o impacto tributário e a possibilidade de apropriação de créditos não forem considerados no planejamento financeiro e na gestão de fornecedores.

Qual o impacto na gestão das empresas?

A ampliação da não cumulatividade eleva a importância da qualidade dos dados. Para que uma operação seja tratada corretamente, é necessário manter cadastros de produtos, serviços e fornecedores organizados e consistentes. Erros nessas informações podem dificultar a apuração, exigir correções e aumentar o risco de perda ou atraso no aproveitamento dos créditos.

Além disso, a legislação exige condições específicas sobre a documentação e a extinção do débito tributário na etapa anterior. Isso reforça a necessidade de compreender como cada operação será processada no novo modelo para evitar que o crédito seja tratado como um resultado automático da compra.

A transição também deve promover a integração entre setores que antes trabalhavam isoladamente. Áreas de compras, fiscal, contábil e tecnologia precisarão atuar de forma coordenada para que a análise tributária acompanhe o processo de decisão comercial, evitando que questionamentos sobre impostos surjam apenas após a contratação.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.