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Economia

Rio Tinto mantém meta de liberar até US$ 10 bilhões em capital até 2026

Mineradora pretende anunciar US$ 5 bilhões em novas iniciativas até o fim de 2026 com foco em produtividade e ativos estratégicos.

Por Redação Diário Local

A mineradora Rio Tinto mantém o plano de liberar entre US$ 5 bilhões e US$ 10 bilhões em capital. A companhia também pretende anunciar US$ 5 bilhões em novas iniciativas até o fim de 2026, segundo informações divulgadas pelo CEO Simon Trott durante o FT Metals & Mining Summit 2026, em Londres.

A estratégia da empresa está fundamentada no aumento da produtividade, na simplificação do portfólio e na revisão de ativos. Até o momento, a Rio Tinto já anunciou a liberação de aproximadamente US$ 2 bilhões, valor que incluiu iniciativas não previstas em estimativas anteriores de analistas.

A meta operacional inclui ainda a busca por um ritmo anual de US$ 1,8 bilhão em ganhos de produtividade, focando em fortalecer a operação e concentrar esforços em negócios considerados estratégicos.

Quais são os focos da estratégia?

A Rio Tinto reorganizou seu portfólio em três grupos principais de produtos: minério de ferro, alumínio e o segmento composto por lítio e cobre. O objetivo é aproveitar ativos existentes e desenvolver projetos próprios para atender às demandas futuras.

As iniciativas citadas contemplam a expansão de operações atuais, exploração mineral e projetos de crescimento orgânico. O executivo destacou que a transição energética e a digitalização devem sustentar a procura por metais nas próximas décadas, com destaque para o cobre e o lítio.

Apesar do cenário de demanda, Trott ressaltou que o setor enfrenta desafios para a obtenção de licenças, localização de depósitos e o desenvolvimento de novas minas, exigindo decisões baseadas em fundamentos de longo prazo.

Negociações com a Glencore

Questionado sobre uma possível volta das conversas com a Glencore, o CEO afirmou que o tema não faz parte dos planos atuais da Rio Tinto. As negociações entre as empresas foram encerradas em fevereiro por falta de uma proposta que criasse valor para os acionistas.

A avaliação da companhia considerou a capacidade de execução de projetos, a integração de operações e o potencial de geração de valor comercial. A mineradora segue avaliando oportunidades de aquisição complementar, sem abrir mão da exploração e do desenvolvimento de seus ativos atuais.

Demanda da China

Sobre o mercado chinês, o executivo observou que a economia do país apresenta um amadurecimento, com taxas de crescimento inferiores às de décadas passadas. No entanto, a demanda por commodities tem se mostrado resiliente devido à competitividade da indústria manufatureira chinesa.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.