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Economia

Copom reduz Selic para 14% ao ano em quarta queda consecutiva em 2026

Comitê de Política Monetária do Banco Central reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira (5).

Por Redação Diário Local

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (5), reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual. Com a decisão, a taxa básica de juros da economia brasileira passou de 14,25% para 14% ao ano, marcando a quarta redução consecutiva em 2026.

A Selic é a principal referência para os juros cobrados em empréstimos e financiamentos, além de influenciar o rendimento de aplicações financeiras e o ritmo da economia. Apesar do novo corte, os efeitos para consumidores e empresas não ocorrem de forma imediata.

Como fica o custo do crédito?

A redução da Selic tende a diminuir o custo do crédito, especialmente em modalidades atreladas ao CDI ou à própria taxa básica. Linhas de crédito para empresas, alguns financiamentos e operações com juros pós-fixados costumam reagir mais rapidamente.

O crédito consignado e o financiamento de veículos também podem registrar reduções nas taxas ao longo dos próximos meses. Contudo, o financiamento de imóveis ainda deve enfrentar juros elevados, já que as taxas imobiliárias dependem das expectativas para os juros nos próximos anos.

Já o cartão de crédito e o cheque especial costumam demorar mais para sentir o efeito da queda. Isso ocorre pelo elevado spread bancário — a diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa cobrada do cliente — e pelo nível de inadimplência da economia.

O que muda nos investimentos?

A redução da taxa básica também afeta quem mantém dinheiro aplicado em renda fixa. Investimentos pós-fixados, como Tesouro Selic, CDBs atrelados ao CDI e fundos DI, passam a render menos daqui para frente, embora o rendimento acumulado até a data da decisão não sofra alteração.

Em contrapartida, títulos prefixados e papéis indexados à inflação (IPCA+) comprados antes da queda da Selic tendem a ganhar valor no mercado caso a expectativa de novos cortes continue. O cenário também pode aumentar o interesse por ativos de maior risco, como ações e fundos imobiliários.

Qual é o impacto na economia?

A redução dos juros costuma beneficiar a atividade econômica ao baratear o crédito, o que pode estimular empresas a investirem mais, ampliarem a produção e contratarem funcionários. Os consumidores também podem se tornar mais propensos a financiar bens de maior valor.

No entanto, o impacto da política monetária costuma aparecer entre seis e doze meses após as decisões do Banco Central. O efeito real da medida depende da continuidade do ciclo de redução e da manutenção da inflação sob controle.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.